Nesta sexta-feira (19), completa-se uma semana da fuga do subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte, de 45 anos, do PME (Presídio Militar Estadual), em Campo Grande. Ele estava preso desde março, após a morte da esposa, Liliane de Souza Bonfim Duarte, em Ponta Porã, a 295 km da Capital.
A fuga do Presídio Militar ocorreu na noite da última sexta-feira (12). A suspeita é de que o bombeiro tenha contado com auxílio de uma corda artesanal criada com lençóis para fugir.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, até a publicação desta reportagem, ele ainda não havia sido localizado. No entanto, a informação é de que as buscas continuam sendo realizadas.
Confira o vídeo:
Prisão
Elianderson estava preso desde março deste ano por matar a esposa, Liliane. O militar agrediu a então companheira com golpes de marreta na cabeça, em uma casa na Vila Reno, e alegou legítima defesa.
Na época, o bombeiro precisou ficar hospitalizado em Ponta Porã, pois se queixava de dores nos pés e escoriações pelo corpo, alegando ter sido agredido por moradores que o perseguiram. Logo depois, surgiram denúncias de que ele estaria recebendo regalias na unidade hospitalar.
Na ocasião, a corporação negou as supostas regalias e informou que todas as providências cabíveis foram tomadas conforme a lei. Após o atendimento médico no hospital, o subtenente do 4º GBM foi transferido para o Presídio Militar Estadual na tarde do dia 5 de março.

Feminicídio
Segundo o boletim de ocorrência, no dia cinco de março, após agredir a esposa e os filhos, o subtenente, de 45 anos, saiu correndo pelas ruas do bairro com duas facas de serra. Quando a equipe policial chegou ao local, o bombeiro estava contido por populares; no entanto, estava alterado e nervoso, gritando que apenas se defendeu de sua mulher, que queria esfaqueá-lo.
Em decorrência disso, ele justificou, conforme o registro policial, que teve de ‘pegar uma marreta e acertar a cabeça dela’. A vítima foi socorrida inconsciente por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Já os filhos, de 13, 15 e 17 anos, foram socorridos por vizinhos para atendimento médico.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que os filhos do casal saem de casa, às 17h27, e correm pela rua pedindo ajuda para quem passa pela via. Frequentadores e funcionários de um estabelecimento da esquina se depararam com a cena e correram para tentar ajudá-los.
Dias depois da agressão brutal, a vítima morreu no Hospital da Vida, em Dourados.
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(Revisão: Nichole Munaro)







