Foi preso nesta quinta-feira (16) o mandante da morte de Antônio Ormondes Pereira, de 72 anos, encontrado sem vida dentro de um saco no Assentamento Conquista, às margens da MS-080, a 30 km de Campo Grande. O mandante é o proprietário da área onde a vítima morava, responsável por comunicar o desaparecimento e também por ajudar nas buscas pelo idoso.
Desde o ocorrido, a DHPP (Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa) esteve à frente do caso. Antônio estava desaparecido desde o dia 19 de junho. No dia 24, ele foi encontrado morto com várias lesões na cabeça, dentro de um saco de cor branca.

No dia seguinte, dois homens, de 50 e 55 anos, foram presos, apontados como responsáveis pela morte e também pela ocultação do corpo. Durante o interrogatório, um deles revelou que havia sido chamado para matar a vítima. Segundo ele, o autor e outros homens queriam ficar com o gado do idoso.
Já nesta quinta-feira, a DHPP realizou a prisão do mandante pelo assassinato, de 51 anos, em sua própria chácara. Inclusive, segundo apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, ele era o proprietário do imóvel onde Antônio morava.
Além disso, foi apontado como o comunicante do desaparecimento e teria ajudado nas buscas pelo idoso.
Apesar de ter negado o crime, a polícia conseguiu investigar que a motivação estava relacionada ao interesse pelos gados da vítima. Isso porque, além do pagamento de R$ 25 mil para os executores, o suspeito realizaria a divisão dos animais como forma de recompensa pelo crime.

Conhecido na região
Na região do sítio onde a vítima morava, vizinhos descreveram Antônio como uma pessoa querida e “gente boa”. Também lamentaram a crueldade cometida com o idoso, que teve o corpo encontrado em uma área de brejo do assentamento. “É muita maldade; arrastaram o corpo dele até lá”, disse um vizinho.
Devido ao carinho por Antônio, aquelas pessoas que o conheciam estão inconformadas com o fato de a última lembrança que têm do idoso ser o “o saco branco” onde o corpo dele foi encontrado.
“Eu acho lamentável que a última imagem dele tenha que aparecer só um saco, né? A gente foi amigo durante um bom tempo. Apesar da idade, era uma pessoa que tinha seus sonhos. Uma vida inteira”, disse um amigo, militar da reserva, de 53 anos.
O militar conheceu Antônio quando ele morava em um assentamento na região de Jaraguari, a 47 km de Campo Grande. Posteriormente, Antônio se mudou para o Assentamento Conquista, localizado às margens da MS-080.
“Quem fez a mudança [para o Assentamento Conquista] dele fui eu. Levei as coisas dele; levei ele no meu carro. Ele não tinha conta bancária, ele tinha o dinheiro, as coisas dele, guardava assim, enrolado num saco plástico. O comportamento dele era assim, ele nunca ligou para documento, aquela pessoa que preferia se identificar como um anônimo”, relembrou o amigo, relatando a simplicidade em que Antônio vivia.

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(Revisão: Nichole Munaro)







