O técnico de enfermagem, de 52 anos, preso acusado de estuprar uma paciente na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), já tinha passagens anteriores pela polícia. Em 2010, uma ocorrência contra ele foi registrada na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
O registro por submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento ocorreu em 18 de agosto de 2010. Na época, conforme o documento ao qual a reportagem do Jornal Midiamax teve acesso, a vítima era o filho do técnico, que tinha apenas 10 anos.
No histórico da ocorrência, a criança teria ido brincar com o pai, ‘pregando-lhe um susto’, e foi ignorada. Momento depois, ele teria pedido bênção ao suspeito, sendo que este teria respondido: “Você não tem pai”. Consta que a vítima também teria pedido carona ao genitor, que a tratou mal em resposta.
Por fim, na época, o menino precisou passar pelo setor psicossocial da delegacia.
A reportagem acionou a defesa do técnico de enfermagem. Assim, o advogado Matheus Morandi informou que o seu cliente não foi condenado pelo crime; além disso, é uma pessoa idônea.
“Informo que o R*** não possui condenação por nenhum crime, sendo uma pessoa idônea. A defesa reforça que acredita na Inocência do Ronaldo e que o inquérito provará a verdade dos fatos”, disse em nota.
Entenda
Uma paciente de 27 anos do HRMS teria sido estuprada na última sexta-feira (10) pelo técnico, que foi denunciado no dia seguinte na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Segundo a tia da vítima, ela foi transferida de hospital dias depois da denúncia.
A jovem havia sido extubada dois dias antes de sofrer a violência. Na sexta-feira, por volta das 5h, o suspeito teria entrado no local onde a vítima estava para injetar os medicamentos diários. Após o técnico aplicar o segundo remédio, a jovem teria dormido e, tempo depois, acordado enquanto o suspeito a violentava sexualmente. Ao ver que a vítima acordou, o homem saiu do local.
A família foi avisada do crime horas depois. A vítima contou sobre o ocorrido a uma técnica de enfermagem, que repassaria a mensagem à família, já que os pacientes são proibidos de permanecer com celular na UTI. No entanto, segundo a tia, a família não foi notificada e ficou sabendo do caso apenas às 20h, durante visita.
Conforme relato da familiar, o técnico de enfermagem conhecia a tia da vítima e sabia da internação da jovem, bem como do estado de fragilidade dela devido à internação. Ela estava internada desde 15 de junho na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), por conta de complicações na gravidez e no pós-parto.
Na segunda (13), o HRMS informou que instaurou uma sindicância para apurar o caso e que o técnico foi afastado oficialmente.
Ao Jornal Midiamax, o advogado Matheus Morandi confirmou que o técnico foi preso temporariamente. A defesa ainda afirmou que a prisão foi recebida com surpresa e que tomará as medidas para tentar reverter a decisão.

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(Revisão: Nichole Munaro)







