A bebê Agata, de 2 meses e 13 dias, aparentava estar sem vida há mais tempo do que o intervalo informado pela mãe, de acordo com o relato da médica que a atendeu em Corumbá, a 429 quilômetros de Campo Grande. A pequena foi levada morta à unidade de saúde na terça-feira (6), e as primeiras investigações concluíram que ela morreu por broncoaspiração.
Segundo o boletim de ocorrência, a PM (Polícia Militar) foi acionada após a bebê dar entrada em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) sem sinais vitais. Os médicos fizeram os procedimentos de reanimação, mas não obtiveram resposta, constatando a morte na unidade.
À polícia, a médica explicou que fez raio-x, o qual não mostrou lesões corporais recentes. Porém, foi observado um sangramento na cavidade oral da bebê e uma mancha de sangue na parte frontal do moletom que ela vestia, na região do tórax.
A médica informou também que a bebê aparentava estar sem vida há mais tempo do que o intervalo informado pela mãe e não apresentava sinais de alimentação recente.
O que diz a mãe?
Na ocasião, a mãe da bebê confirmou a existência do sangramento e detalhou como foram as últimas horas. Ela disse ter acordado por volta das 5h para afazeres domésticos, enquanto a filha continuou dormindo e aparentava estar normal.
Já por volta das 6h, a mulher foi até a casa de um vizinho e, posteriormente, quando retornou para ver a filha, percebeu o corpo frio da bebê e ausência de estímulos. Então, ela contou que pegou a bebê e pediu ajuda.
De acordo com a mãe da bebê, seus três filhos menores de idade estavam em casa, bem como dois sobrinhos menores, de 12 e 18 anos.
Diante dos fatos, a mãe da bebê foi encaminhada à 1ª DP (Delegacia de Polícia) de Corumbá, onde foi ouvida e liberada.
O caso foi registrado como maus-tratos, se, do fato, resulta morte. Ao Jornal Midiamax, o delegado Sidney Pinheiro de Queiroz confirmou que as primeiras investigações concluíram que a causa da morte da bebê foi asfixia por broncoaspiração de alimentos, provavelmente o leite. A perícia não encontrou sinais de violência, mas as investigações serão aprofundadas para identificar se houve alguma negligência.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









