O chinês de 32 anos, preso por comercializar mercadorias falsificadas na região central de Campo Grande, ganhou liberdade provisória nesta quarta-feira (10). Ele e outro chinês foram presos na terça (9), quando ocorreu uma ‘batida’ policial nas lojas.
Durante interrogatório, o chinês disse que mora no Brasil há dez anos e possui o estabelecimento desde 2018, cuja documentação junto à Prefeitura Municipal está regularizada.
À polícia, o empresário alegou que vende produtos eletrônicos da região do Brás e da 25 de Março, de São Paulo, e não sabia diferenciar os eletrônicos falsificados dos originais.
Além disso, o chinês falou que ia de ônibus até SP para buscar as mercadorias, mas, diante da pandemia de covid-19, passou a fazer os pedidos de forma remota. Após os pedidos, os fornecedores entregam as mercadorias diretamente na loja e o pagamento é feito via Pix e boleto bancário.
Na manhã desta quarta (10), o empresário passou por audiência de custódia no Fórum Heitor Medeiros e ganhou a liberdade provisória. O outro chinês preso também entrou com pedido de liberdade provisória e passará por audiência.
‘Batida’
Representantes de marcas como Samsung, JBL e Stanley estiveram presentes durante a fiscalização. Três celulares da marca Xiaomi foram apreendidos, assim como caixas de som da marca JBL. Os representantes estavam na fiscalização para averiguar se os produtos eram originais ou se apresentavam características de falsificação.
Equipes da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo), juntamente com o Procon/MS, apreenderam mais de 400 mercadorias. Em uma das lojas, foram encontradas embalagens, como etiquetas e caixas, com nomes das marcas originais. Os produtos semelhantes aos originais eram reembalados como se fossem mercadorias legítimas.
Em uma das lojas, foram apreendidos 67 copos térmicos; 107 carregadores de celular; 67 brinquedos Labubu; 9 mochilas; 105 fones de ouvido; 16 eletrônicos diversos; 14 parafusadeiras; 20 controles de videogame e 15 cigarros eletrônicos.

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(Revisão: Nichole Munaro)








