A defesa do vereador de Ponta Porã Dionaldo Morinigo — preso após bater contra uma picape conduzida por um adolescente e contra um carro de um policial — entrou com pedido de liberdade neste fim de semana. O vereador, também subtenente do Corpo de Bombeiros, está preso desde a noite de sexta-feira (18) e passa por audiência de custódia neste domingo (20), na cidade fronteiriça.
No dia em que foi preso, o vereador estava armado e a PM (Polícia Militar) percebeu alguns sinais de embriaguez. Contudo, o parlamentar teria se recusado a fazer o teste do bafômetro.
Ao Jornal Midiamax, o advogado Marcos Ivan, que representa a defesa do vereador, revelou que o cliente está arrasado. Sobre a arma, explicou que o vereador a portava em razão de seu emprego como militar do Corpo de Bombeiros.
“Ele estava com a arma do emprego dele; é profissional da segurança. Possui arma como instrumento de trabalho, mora na fronteira. Entramos com pedido de liberdade; vamos reafirmá-lo agora na audiência de custódia. A defesa vai evitar discutir o mérito, mas ele preenche todos os requisitos para responder em liberdade”, explicou Marcos Ivan.
A defesa também contesta as acusações e afirma que não existem provas de que o vereador estaria embriagado e dirigindo em alta velocidade. Por ser militar, o vereador está no quartel da PM de Ponta Porã, a 315 quilômetros de Campo Grande, onde aguarda a audiência de custódia.
No sábado (19), o juiz de Direito plantonista Rafael Vieira de Leucas converteu a prisão do vereador em preventiva. “A medida se justifica pela presença de materialidade delitiva, indícios suficientes de autoria, pela gravidade concreta da conduta, pelo resultado lesivo grave aparentemente sofrido pela vítima, pela evasão do local sem socorro, pelos elementos indicativos de alteração da capacidade psicomotora, bem como pela necessidade de garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e resguardo da aplicação da lei penal, mostrando-se inadequadas e insuficientes, neste momento, as medidas cautelares diversas da prisão”, diz trecho da decisão.
Após a conversão do flagrante em preventiva, o magistrado designou a audiência de custódia para as 10h deste domingo (20).
Prisão
Conforme a denúncia, o acidente teria acontecido por volta das 21h, nas proximidades do cruzamento da Rua Heliodoro Alves Salgueiro com a Avenida Presidente Juscelino Kubitschek. A caminhonete teria “rampado” a faixa elevada e colidido com a picape. Em seguida, o condutor teria fugido do local.
Um policial civil teria presenciado o acidente e acompanhado a caminhonete em seu veículo particular. Já na Avenida Urumbela, o policial teria conseguido ultrapassar a Hilux, parando o veículo alguns metros à frente. Nesse momento, a caminhonete teria colidido com a traseira do carro do policial.
Ainda de acordo com a denúncia, após os condutores descerem dos veículos para conversar, a Hilux teria descido a ladeira e provocado uma nova colisão.
Equipes da Polícia Militar teriam chegado ao local e percebido que o vereador aparentava estar embriagado. Ele também estaria armado e teria se recusado, inicialmente, a realizar o teste do bafômetro e a entregar a arma aos policiais.
Houve uma negociação entre os policiais e o parlamentar. Ele teria entregado a arma e entrado em uma viatura da Polícia Militar, sendo levado para a delegacia.
A reportagem entrou em contato com o vereador e presidente da Câmara Municipal de Ponta Porã, Jelson Bernabé, para falar sobre o episódio envolvendo o parlamentar. Ele informou que está apurando o ocorrido e irá emitir um posicionamento.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








