“Destruída por dentro”. Foi com essas palavras que a mãe de Kayke Juliano dos Santos Theotônio, de 21 anos, assassinado no último sábado (8), na Rua 14 de Julho, em Campo Grande, compartilhou a dor e a revolta pela morte do filho. No velório, na manhã desta segunda-feira (10), a família abalada se despediu do jovem.
Ao Jornal Midiamax, a mãe da vítima, a costureira Patrícia dos Santos, disse estar inconformada. “As pessoas não sabem o que eu estou sentindo. Eu estou destruída por dentro. Meu filho era querido por todo o mundo. A gente nunca esperava que isso fosse acontecer. Uma simples festa a que ele foi e não voltou mais”, disse entre lágrimas.
Segundo Patrícia, Kayke trabalhava e era um filho querido, amoroso e companheiro. “Cheguei e meu filho estava no chão já. Estava lá. A única coisa que eu quero é justiça. Eu quero saber quem fez isso com ele. Se alguém tem informação de alguma coisa, por favor, entre em contato com a polícia”, suplicou a mãe.
Ela disse acreditar na Justiça e afirma que Deus cuidará de tudo. “Creio eu que sim [a justiça será feita]. Tem Deus lá no céu pra cobrar tudo. Nada tem que ficar impune assim, como muitas pessoas já ficaram. Espero que Deus ajude a nossa parte”, afirmou. A família de Kayke precisou fazer uma campanha de arrecadação para pagar os custos do velório.
Conforme o boletim de ocorrência, na noite do crime, a Polícia Militar foi acionada e encontrou a vítima caída ao solo, no cruzamento das ruas 14 de Julho e Maracaju, com uma perfuração na região esquerda do tórax. Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local; no entanto, Kayke não resistiu aos ferimentos.
Ainda de acordo com o registro policial, testemunhas relataram que, depois de desferir a facada, o suspeito fugiu do local e seria conhecido em uma favela da cidade. Porém, os informantes não souberam indicar com precisão a região ou o endereço do suspeito, tampouco fornecer outras informações capazes de auxiliar na identificação ou localização dele.
Familiares e a ex-companheira da vítima também estiveram no local do crime. Até o momento, não há informações sobre a motivação do assassinato.
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(Revisão: Nichole Munaro)










