Maikon Aparecido Oliveira Bezerra da Silva e Talia Lorane de Oliveira foram pronunciados pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Os dois são acusados de matar Leonardo Henrique da Silva Torres, de 26 anos, após uma suposta briga de facções, na Vila Nova Campo Grande, na Capital, em agosto do ano passado.
Leonardo tinha 26 anos quando foi morto a facadas na casa de Talia no dia 23 de agosto de 2025. Na época, a família dele chegou a registrar boletim de ocorrência por desaparecimento. A dupla fugiu após o crime, mas Maikon foi preso pelo GOI (Grupo de Operações e Investigações) horas depois na residência da irmã, a quatro quadras do local dos fatos. Talia também foi encontrada pela polícia no mesmo dia, próximo ao local.
Na última terça-feira (3), o juiz de Direito, Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, pronunciou Maikon e Talia e manteve a prisão preventiva de ambos, pois pontuou que ainda estão presentes os fundamentos que determinaram o recolhimento cautelar.
Talia é acusada de homicídio qualificado por motivo torpe e, também, pelos crimes de organização criminosa e tráfico de drogas. Já Maikon é acusado de homicídio qualificado por motivo torpe e organização criminosa.
Relembre o caso
Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Maikon e Talia seriam integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). No dia do crime, Leonardo, Maikon e Talia estavam na casa dela consumindo bebida alcoólica. Em determinado momento, Maikon e Talia começaram a se desentender com Leonardo por conta da suspeita de que ele seria integrante do CV (Comando Vermelho), facção rival.
Na ocasião, os acusados teriam tomado o celular do rapaz e exigido que o desbloqueasse. Então, eles analisaram o aparelho e teriam encontrado elementos que associariam a vítima à facção rival. Maikon e Talia passaram a agredir Leonardo, e ela teria desferido golpes de faca.
As agressões começaram dentro da casa e continuaram até a via pública, causando a morte de Leonardo. A dupla fugiu, mas Maikon foi preso pelo GOI (Grupo de Operações e Investigações) horas depois na residência da irmã, a quatro quadras do local do crime. Talia também foi encontrada pela polícia no mesmo dia, próximo ao local do assassinato.
‘Tabalhador, não era de facção’, disse família
Na época que o caso foi noticiado, a família de Leonardo contestou a informação de que o rapaz era de facção criminosa. “Estão falando que ele (Leonardo) era de facção, mas inventaram isso para roubar meu sobrinho”, afirmou um parente ao Jornal Midiamax.
“Era um menino feliz e tiraram a vida dele, como se ele fosse nada”, acrescentou.
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