Emagrecedores e demais produtos sem registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) chegaram a um galpão de Dourados para serem destruídos. A incineração deve destruir aproximadamente uma tonelada de produtos irregulares. O caminhão carregado com as mercadorias chegaram no galpão na manhã desta sexta-feira (19).
Conforme informações, além de emagrecedores análogos de GLP-1, também estão na lista produtos utilizados para fins estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira, sem comprovação de qualidade e registro da Anvisa.
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) também está presente na incineração, auxiliando na escolta e no processo de destruição.
20 mil produtos irregulares
Os produtos foram apreendidos em ações de fiscalização conduzidas pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual em centros de distribuição dos Correios e em transportadoras que atuam no Estado.
Desde fevereiro, as operações já retiraram de circulação mais de 20 mil itens irregulares, totalizando mais de uma tonelada de mercadorias clandestinas. O valor estimado das apreensões ultrapassa R$ 15 milhões.
Segundo a Vigilância Sanitária, a iniciativa representa uma etapa importante no combate ao comércio ilegal de medicamentos e produtos sujeitos ao controle sanitário. A maior parte dos itens apreendidos tem origem na região de fronteira, considerada uma das principais portas de entrada desse mercado clandestino.
As fiscalizações identificaram medicamentos pirateados, substâncias sem registro sanitário, produtos de origem desconhecida e itens comercializados fora dos canais autorizados, inclusive por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais.
De acordo com o órgão, o consumo desses produtos representa riscos à saúde, especialmente nos casos de automedicação. Entre os problemas apontados estão a falta de controle sobre a composição e a dosagem das substâncias, além da possibilidade de contaminação e de danos a órgãos como fígado, rins e pâncreas.
As apreensões fazem parte da Operação Visa Protege, que mantém fiscalização permanente em centros logísticos e de distribuição de mercadorias provenientes da região de fronteira.
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