A ex-servidora do Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul) que foi vítima de assédio sexual dentro do órgão entrou com recurso, na Justiça, contra a absolvição do autor, seu chefe imediato na época do caso, em 2024.
A apelação entrou na pauta de julgamento do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e será avaliada pelos desembargadores. A defesa da vítima, feita pelo advogado Ewerton Bellinati, entregou os memoriais aos magistrados para tentar reverter a sentença.
O réu, um delegado de Polícia Civil, foi absolvido das acusações de assédio sexual. Por isso, a defesa tenta reverter a decisão.
Assédio sexual no Detran-MS
O crime foi registrado em fevereiro de 2024 na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). A então servidora trabalhava no órgão desde o começo de 2023 e tinha um cargo comissionado.
Na época, em entrevista ao Jornal Midiamax, ela disse que os assédios começaram ainda em 2023, mas, no início, ela não percebia o comportamento do chefe. “Eu achava que ele fosse muito gentil, mas, com o tempo, comecei a perceber que aquelas situações não eram normais”, afirmou.
Segundo a servidora, a situação chamou atenção de colegas de trabalho, que a alertaram sobre o assédio. “No início, ele me oferecia carona. Eu achava que estava tudo bem e aceitava, mas começaram a dizer que ele iria cobrar essas caronas e, então, comecei a me atentar às brincadeiras que ele fazia”, relatou.
A servidora contou ainda que, ao perceber que o chefe se excedia nos comentários sobre ela, começou a evitar a proximidade e passou a negar as ofertas de carona. Depois disso, o chefe teria mudado de comportamento e passado a tratá-la de forma hostil.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









