A família do jovem de 24 anos, baleado em um confronto ao ser acusado de estupro contra uma adolescente de 17 anos, nega o crime. O confronto aconteceu no domingo (12), no bairro Nova Campo Grande. O rapaz foi baleado e, depois de dias internado na Santa Casa, precisou amputar a perna direita.
Conforme consta no boletim de ocorrência, o jovem e a adolescente estavam juntos em uma tabacaria. Lá, teriam encontrado um amigo do suspeito, além da namorada dele, e ido para a casa dele. Na casa do amigo, a adolescente e o acusado teriam mantido relação sexual.
Segundo o pai do jovem, a relação teve consentimento. “Eles estavam numa danceteria [tabacaria], saíram juntos, as duas meninas e os dois rapazes. Ficaram juntos o restante da madrugada. Depois, o meu filho veio pra casa, deixou a menina lá na casa do amigo dele junto com a outra amiga. Com consentimento entre as quatro partes.”
De acordo com o registro policial, familiares encontraram hematomas no corpo da adolescente, além de marcas de sangue. Assim, o pai da adolescente teria entrado em contato com o dono da tabacaria onde a filha estava e descoberto o endereço a que ela foi com o suspeito.
A PM (Polícia Militar) foi acionada e se deslocou até o endereço do jovem. No local, segundo o boletim de ocorrência, cerca de 12 pessoas teriam tentado impedir o avanço da equipe. Houve confronto, no qual o jovem foi baleado.

A família do jovem contesta a versão de estupro. Com imagens de câmera de segurança, a família afirma que, por volta das 9h, a adolescente foi vista em uma padaria da região. “Nesse intervalo, o pai da menina veio com o dono da danceteria/tabacaria e levou a menina embora [da padaria]. Temos imagem [da adolescente na manhã seguinte, quando o pai teria ido buscá-la] e estamos correndo atrás de conseguir mais imagens pra comprovar que não houve estupro. Essa informação está sendo equivocada por causa dessa acusação do meu filho”, explicou o pai do suspeito.
Câmeras de segurança
O pai do jovem baleado afirma que imagens de câmera de segurança registraram a adolescente em uma padaria. Nas imagens, a adolescente aparece no estabelecimento, por volta das 9h17, com um rapaz, que seria o amigo do suspeito.
Em seguida, ela sai do local acompanhada de uma pessoa. Segundo o pai do suspeito, cerca de uma hora depois, o confronto aconteceu.
“Aproximadamente uma hora e meia depois que levaram a menina [da padaria], vieram aqui [casa onde teve o confronto]. O pai e esse outro rapaz [que aparece nas imagens da câmera de segurança] falaram que a menina voltou [para casa dela] com hematoma, com sangue. Disseram que tinham levado a menina a um médico; já estava com laudo médico da menina”, disse o pai do jovem baleado.

Suspeito precisou amputar a perna
O suspeito foi atingido na perna e, com isso, encaminhado para a Santa Casa. Devido à gravidade dos ferimentos, ele precisou amputar a perna direita e está em estado gravíssimo na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Por conta da escolta policial, a família do jovem não consegue visitar o rapaz.
“Que a gente tenha acesso a ele no hospital. Nem eu, que sou pai, estou tendo acesso, porque no caso eu sou pai e mãe dele. A mãe dele é surda e muda e nem está sabendo o que aconteceu. Então pelo menos eu ou alguém da família possa vê-lo, pra saber se está vivo, se está respirando”, disse o pai.
Segundo familiares, o boletim médico diário revela que o estado de saúde do rapaz é grave. O pai do jovem se revolta com a situação. “Tudo por causa da acusação. Então já foi baleado, perdeu uma perna, está no hospital. Desde o dia em que ele entrou, a gente não tem contato com ele; só estou sabendo através de boletim médico, mas vê-lo, saber se está vivo ou se está morto, não tem possibilidade. Eles não deixam a gente entrar”, explicou.
O Jornal Midiamax entrou em contato com a Santa Casa. O hospital afirmou que visitas nessas condições não são permitidas.
Relembre
O jovem foi baleado durante um confronto no domingo (12), no bairro Nova Campo Grande, após ser acusado de estuprar uma adolescente de 17 anos. Informações são de que o suspeito e a adolescente tenham ido juntos a uma tabacaria e, em seguida, para a casa de um amigo do suspeito.
Conforme informações apuradas pelo Jornal Midiamax, a adolescente estava com o jovem, um amigo dele e a namorada desse amigo. Por volta das 3h da madrugada, o quarteto se deslocou até a casa do amigo do suspeito.
No local, em outro cômodo, a adolescente teria tido relação sexual com o suspeito. Já de manhã, o jovem foi embora e a adolescente permaneceu no imóvel.
Quando a adolescente voltou para casa, os familiares perceberam que ela demonstrava um comportamento incomum. Em determinado momento, eles encontraram hematomas no braço e no pescoço dela, além de manchas de sangue em suas peças íntimas.
Tentativa de fuga
Como a porta da sala estava aberta, os militares flagraram um homem que estaria correndo em direção aos fundos e tentando fugir por uma rua. Um dos policiais passou a acompanhá-lo, momento em que o suspeito adentrou uma casa em construção.
Cobertor apreendido
Posteriormente, uma equipe foi até o hospital e ouviu o relato da vítima, por meio de depoimento especial. Também foi solicitada medida protetiva de urgência contra o suspeito.
A Polícia Civil, juntamente com a perícia técnica, foi até a residência onde o crime teria ocorrido e apreendeu um cobertor durante os levantamentos. O casal que estava com a adolescente e o suspeito foi encaminhado à delegacia, para as providências cabíveis, e o caso foi registrado na Polícia Civil.
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(Revisão: Nichole Munaro)









