A família de Ayla Emanuelly Pereira de Souza: a recém-nascida resgatada após um suposto sequestro no início da tarde de quinta-feira (6) nega qualquer envolvimento da mãe da bebê, uma adolescente de 17 anos, no caso. A jovem também havia sido levada pelos supostos sequestradores para um cativeiro após ser atraída para fazer um serviço de babá.
Em relato ao Jornal Midiamax na manhã deste domingo (9), a avó de Ayla, que não será identificada, conta que as acusações contra a filha dela são falsas e que a adolescente jamais faria qualquer coisa contra a bebê.
“Coisa que não foi verdade, alegando que minha filha fez alguma coisa. Ela é mãe, né, nunca que ela ia vender um bebê”, relata a avó, que compareceu à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) de Campo Grande.
Questionada sobre a suposta sequestradora, identificada como Suzilaine da Graça Costa, ela conta que não a conhecia, mas que a filha reconheceu a suspeita por meio da foto da prisão. “Minha filha conheceu ela. O homem eu nunca vi, nem a mulher. O homem elas nunca viram, mas dizem que é o marido dela”, explica.
A avó de Ayla ainda conta sobre o sentimento da família e sobre tudo o que pensaram durante os dias em que a recém-nascida. “Abalada, fui comer um pouquinho ontem. Não estava nem comendo. Pra mim, ela ia ficar com a neném, pra tirar órgão ou qualquer outra coisa”, conta a avó.
Além disso, outra familiar de Ayla diz acreditar que o casal Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa, ambos presos na madrugada deste domingo (9), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, como suspeitos pelo sequestro da recém-nascida, criaria a bebê como filha deles após o crime.
“Acreditamos, sim, que ela criaria a Ayla, mas só vamos saber mesmo depois do depoimento dela. Ela vai ter que dar conta de explicar o que aconteceu; nunca vimos essa mulher pessoalmente”, explica .
Relembre o caso
No sábado (8), um homem suspeito de envolvimento no sequestro da recém-nascida foi preso em uma ação conjunta da Polícia Civil. O suspeito teria emprestado uma casa no bairro Universitário para que a bebê fosse escondida, mas alegou não saber o motivo. O homem foi preso em flagrante e levado para a DEPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente).
A bebê teria sido sequestrada na madrugada da última sexta-feira (7), em Campo Grande, após a mãe, uma adolescente de 17 anos, ser dopada ao ir à casa da então sequestradora, conforme relato de um familiar.
De acordo com a família da adolescente, a suspeita teria se aproximado da mãe durante a gestação e se oferecido para fazer gratuitamente um book de fotos da recém-nascida.
A mulher já havia ido à casa da adolescente para levar roupas de criança para a recém-nascida. Já na tarde de quinta-feira (6), a suspeita chamou a adolescente para cuidar de um bebê de seis meses em sua casa.
“Aí essa moça falou para ela que ia pagar R$ 100 para ela cuidar da filha de seis meses dela [suspeita], que ela podia levar a recém-nascida junto”, explicou a familiar da mãe da bebê.
A vítima então foi até o local acompanhada da irmã, de 13 anos, em um carro de aplicativo pago pela suspeita. Ao chegar ao imóvel, a adolescente pediu um copo de água, momento em que a suspeita levou a irmã, de 13 anos, para os fundos da casa.
O caso continua sendo investigado pela DEPCA.
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