Uma entregadora de 27 anos foi importunada sexualmente por um cliente no Jardim Colibri, em Campo Grande, na manhã de terça-feira (29). O homem, de 50 anos, foi preso em flagrante por importunação sexual contra a vítima, resistência e desacato contra os policiais.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima foi fazer uma entrega na casa do homem por volta das 9h40, mas ele não estava no imóvel. Então, a mulher fez contato telefônico, sendo informada de que ele estava nas proximidades e iria ao encontro dela para receber a encomenda.
Após entregar o item ao suspeito, a mulher se abaixou para manusear o afogador de sua motocicleta, momento em que o suspeito teria passado a mão em suas nádegas. Ela gritou, questionando se o homem estava “louco”, e foi até a esquina para pedir ajuda.
Na ocasião, o suspeito teria feito ligações e enviado mensagens via WhatsApp, importunando a entregadora novamente. Em um dos áudios enviados, ele convidou a entregadora para tomar cerveja em um bar, além de chamá-la de “gostosa do cara*”.
A PM (Polícia Militar) foi acionada e encontrou o suspeito em um bar em frente a uma escola municipal. O homem teria se alterado e desobedecido às ordens legais da equipe durante a abordagem.
Logo que o suspeito foi colocado na viatura da polícia, o diretor compareceu ao local, relatando outro caso de importunação sexual. O mesmo suspeito teria importunado uma professora no horário de saída da escola.
Diante dos fatos, o suspeito foi encaminhado à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Durante o trajeto até a especializada, ele teria ameaçado e intimidado os policiais, dizendo: “Vão ver com quem estão mexendo”.
A entregadora também foi levada para a delegacia, onde relatou que uma mulher estava varrendo a calçada no momento do crime e chamou atenção do suspeito para não mexer com ela.
📍 Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.
Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.
📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
⚠️ Quando a Polícia Civil atua com negligência, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







