Um grupo composto por pessoas de 31, 25, 27 e 28 anos foi indiciado pela Polícia Civil após extorquir moradores com o golpe da falsa acompanhante. Os casos aconteceram em Naviraí e Ponta Porã, na fronteira de Mato Grosso do Sul com Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
O caso começou a ser investigado quando uma das vítimas registrou boletim de ocorrência relatando que havia encontrado um anúncio na internet de uma suposta acompanhante. Os dois conversaram via WhatsApp, ocasião em que o golpista pediu R$ 300 via Pix. Contudo, a suposta acompanhante não estava no endereço indicado e o serviço não foi realizado.
Depois, a vítima começou a receber mensagens de outro número, ocasião em que o interlocutor dizia ser pertencente a um “comando”. O golpista afirmou que tinha dados pessoais da vítima e ameaçou não só ela, mas seus familiares, exigindo novos pagamentos. Como ficou com medo, a vítima transferiu mais R$ 70, mas continuou sendo ameaçada.
As investigações se iniciaram e a polícia foi até o endereço citado no anúncio, mas os moradores não conheciam a mulher anunciada. Um homem já havia comparecido anteriormente ao mesmo local e procurando pela mesma pessoa — o que indicou que o endereço poderia estar sendo usado como parte do golpe.
Com o avanço das investigações, os policiais apuraram que o mesmo número de telefone usado no contato inicial com a vítima aparecia em anúncios publicados em Ponta Porã, Cosmópolis (SP) e no Rio de Janeiro, além de Naviraí, associados a nomes e fotos distintas.
A polícia também identificou vínculos entre os números de telefone usados, os perfis dos anúncios e as movimentações financeiras relacionadas ao crime. Com um levantamento bancário, identificou-se que os dois pagamentos feitos pela vítima que denunciou o caso à polícia foram direcionados para uma conta de um dos investigados.
Assim, foi possível estabelecer conexões entre os cinco envolvidos no golpe e os diferentes instrumentos usados para a extorsão das vítimas. Cinco pessoas, sendo duas de 31 anos, uma de 25, outra de 27 e 28 anos, foram indiciadas pela Polícia Civil.
O inquérito foi encaminhado ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e ao Poder Judiciário. Logo, a 3ª Promotoria de Justiça de Naviraí analisou os elementos e ofereceu denúncia contra o grupo.
A Polícia Civil orienta que as vítimas desse tipo de golpe não devem realizar novos pagamentos diante de ameaças. É importante preservar mensagens, áudios, números telefônicos, comprovantes de transferências e demais registros das conversas e procurar imediatamente a Polícia Civil para registrar a ocorrência.
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