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Polícia

Guerra de facções se espalha por MS e Nova Andradina recebe reforço policial

Prefeito da cidade pede calma à população, após três mortes a tiros e uma ameaça de ataque em escola
Murilo Medeiros -
Equipes da Polícia Militar, Civil e Perícia estiveram no local. (Reprodução, Jornal da Nova)

Após onda de mortes violentas em meio a uma disputa entre facções criminosas, recebe reforço policial, segundo o prefeito da cidade, Leandro Fedossi (PSDB). Em quatro dias, dois homicídios foram registrados e um homem foi morto pela polícia no município, distante 298 km de .

Além disso, na quarta-feira (8), boatos de suposta ameaça a uma escola circularam por Nova Andradina e elevaram o medo da população. “Gerou uma sensação de insegurança, porque fizeram uma ameaça sem fundamento. A polícia esteve no local, fez todas as diligências e constatou que não tinha nenhum problema”, explica o prefeito Leandro Fedossi em entrevista ao Jornal Midiamax.

Conforme a prefeitura, criminosos se aproveitam para extorquir, exigindo pagamentos sob ameaça de ataques ou invasões. Para o chefe do Executivo municipal, o momento pede prudência. “A população fica preocupada, claro. Até a gente fica preocupado, mas a polícia está dando total segurança”, diz Leandro Fedossi. Assim, ele revela que o governo estadual, responsável pela Polícia Militar, enviou reforços à cidade.

Por fim, o prefeito de Nova Andradina diz que se reuniu com o MPMS (Ministério Público de MS) nesta quarta-feira (8), quando foi orientado a tranquilizar a população da cidade. “É uma briga de facção, mas acredito que a situação deve acalmar mais aqui agora”, diz Leandro Fedossi. “Acredito que, daqui a uns dias, a gente deve ter uma resposta maior sobre como vai ficar a situação”, conclui.

Três mortes e ameaças em Nova Andradina

Um homem — ainda não identificado — morreu em suposta troca de tiros com policiais militares, na tarde desta quarta-feira (8), em Nova Andradina.

No dia anterior, Fabrício Flor de Oliveira, de 19 anos, foi morto a tiros em ataque na Avenida Eulenir de Oliveira Lima, no bairro Durval Andrade Filho. Ele estava sentado na calçada ao lado do avô, quando uma motocicleta com dois homens se aproximou, e os suspeitos efetuaram os disparos.

Dias antes, no último sábado (4), Brendow Kaique Souza da Silva, de 18 anos, foi morto a tiros dentro da própria casa, no bairro Ulisses Pinheiro. Segundo informações, o atirador chegou, efetuou os disparos e fugiu do local. Equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local, mas a vítima não resistiu.

Em ambos os homicídios, os suspeitos não foram localizados. Os casos seguem sob investigação.

Na quarta-feira (8), a Prefeitura de Nova Andradina precisou alertar sobre ameaças registradas a uma escola. Em nota, o município afirma que “a PM constatou que a situação era um alarme falso, não havendo qualquer indício de ameaça real”. Antes disso, responsáveis por alunos, amedrontados pela onda de violência, decidiram buscar os filhos antes do término das aulas.

Em Corumbá, guerra de facções matou policial militar

Um policial militar morreu após ser atingido por um tiro de fuzil no dia 30 de junho. Ele tentava abordar três suspeitos que efetuaram disparos contra uma casa em Ladário na mesma noite, com o intuito de matar um integrante do CV (Comando Vermelho), conhecido como “Coelho”.

O primeiro envolvido no ataque ao integrante do CV naquele dia (30) foi identificado como Ewerton e morreu baleado pela polícia, horas após ter disparado o tiro de fuzil contra o militar. Outro suspeito, Rubens Zílio Neto, foi capturado e teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia.

No sábado (4), Rubens era transferido para Campo Grande pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais), quando os militares teriam parado em um posto de combustíveis, às margens da BR-262, para trocar o pneu de uma das viaturas. A equipe teria ouvido tiros de fuzil na área de mata, supostamente disparados por membros do CV (Comando Vermelho). O suspeito foi atingido por um dos disparos e morreu no local.

O terceiro envolvido continua foragido. “Pode ter fugido para a Bolívia”, declarou o comandante-geral da PMMS, coronel Renato dos Anjos Garnes, em entrevista. Além disso, uma mulher foi presa, apontada como responsável por guardar o armamento usado na ação.

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