O número de homicídios em Mato Grosso do Sul registrados entre janeiro e setembro de 2026 aumentou 28% em comparação com o mesmo período do ano passado. Neste ano, foram 409 vítimas de homicídio no Estado, contra 320 em 2025. O aumento é o maior já registrado desde 2019, considerando o período entre janeiro e setembro, conforme dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).
Os casos de homicídios registrados no Estado, entre janeiro e setembro, apresentaram uma tendência de crescimento de 2019 a 2022, passando de 307 para 324 vítimas. Em 2023, houve uma pequena redução, para 322 registros, seguida de uma queda mais significativa em 2024, quando foram contabilizados 294 homicídios. Em 2025, o número de vítimas voltou a subir, chegando a 320 casos.
Em 2026, a alta se intensificou, com 409 homicídios registrados, ante 320 no mesmo período de 2025.
Enquanto na Capital o crescimento foi discreto, o interior do Estado apresentou aumento significativo no número de homicídios, que passou de 215 para 300 casos. Foram 85 registros a mais, uma alta de quase 40%.
Interior
O interior de Mato Grosso do Sul – considerando neste levantamento todos os municípios, exceto a capital – concentra mais de 73% dos homicídios registrados em 2026. Dos 409 casos contabilizados até setembro, 300 ocorreram fora da Capital.
A análise dos dados mostra que praticamente todo o aumento estadual está concentrado no interior. Em 2026, foram registrados 89 homicídios a mais no Estado em comparação com o ano passado. Desse total, 85 casos ocorreram nos municípios do interior.
Capital
Em Campo Grande, o crescimento foi mais discreto. A Capital passou de 105 homicídios nos nove primeiros meses de 2025 para 109 no mesmo período de 2026. Foram quatro casos a mais, o equivalente a um aumento de aproximadamente 3,8%.
Faixa de fronteira
A faixa de fronteira, que abrange 44 municípios do Estado, também apresentou crescimento no número de homicídios, conforme o levantamento. Foram registrados 185 casos entre janeiro e setembro de 2026, contra 165 no mesmo período do ano passado, um aumento de aproximadamente 12,1%.
Na série histórica recente, a região contabilizou 164 casos em 2023. Em 2024, o número caiu para 135, voltou a subir para 165 em 2025 e chegou a 185 em 2026.





