O irmão de Celso Agrandes (PSD), prefeito de Bandeirantes, e o motorista presos por desvio de óleo diesel foram soltos após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (12).
Os dois foram presos em flagrante na quarta-feira (10), durante a Operação Protetor Fronteiras e Divisas, deflagrada pela Deleagro (Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e Abigeato), com apoio do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros).
A prisão aconteceu no momento em que a carga estava sendo descarregada na empresa que pertence ao prefeito. Os policiais apreenderam cerca de 2 mil litros de óleo diesel, dois celulares e os reservatórios utilizados para o armazenamento do produto. Durante a operação, os policiais constataram que não havia nota fiscal para o descarregamento do produto.
Conforme a decisão, assinada pelo juiz Francisco Vieira de Andrade Neto, os autores ficam proibidos de manter qualquer tipo de contato, direto ou indireto, entre si, seja por meio de telefone, mensagens, redes sociais ou por intermédio de terceiros, salvo mediante expressa autorização judicial.
A decisão também determina que os acusados compareçam, mensalmente, entre o dia 1º e o dia 10, para informar e justificar suas ocupações e comprovar seus endereços, sempre apresentando comprovantes atualizados.
O irmão do prefeito é acusado de receptação. Já o motorista responde por crime de furto qualificado pelo abuso de confiança.
Prefeito defendeu irmão nas redes sociais
Em seu perfil nas redes sociais, o chefe do Executivo municipal de Bandeirantes afirmou que o flagrante de furto de óleo diesel em sua empresa não foi crime.
No vídeo de pouco mais de 2 minutos, o prefeito disse que gostaria de esclarecer “coisas maldosas” sobre seu irmão e justificou que “o único crime foi pegar um combustível sem nota”.
“Sempre está entrando caminhão para entregar óleo diesel aqui em casa, não é segredo, eu tenho bastante maquinário, meu irmão tem o caminhão dele. E nisso chegou uma viatura acompanhando esse caminhão, que, no descarregar, foi abordado. Acho que o único crime que aconteceu é a gente pegar um combustível sem nota, porque não tinha nota no momento em que estava descarregando”, declarou Abrantes.
Em seu esclarecimento, o prefeito também alegou que houve politicagem e que seu irmão foi vítima de toda a situação. “Acredito que existiu muita politicagem em cima para tentar atingir, que, na verdade, o meu irmão foi vítima da situação, porque o alvo seria eu, como sou político”, afirmou.
Flagrante em oficina
De acordo com o boletim de ocorrência, as equipes tomaram conhecimento de um possível furto de combustíveis mediante desvio e venda de parte da carga antes de chegar ao seu destino. Assim, os policiais iniciaram diligências e monitoramento.
Por volta das 10h50 da manhã de quarta-feira (10), os agentes flagraram o motorista do caminhão-tanque de uma empresa descarregando combustível na Rua Afonso Pena, aos fundos de uma residência, onde também funcionam uma mecânica e garagem de caminhões e tratores.
Na ocasião, os policiais constataram que um caminhão estava descarregando combustível em um tanque de mil litros, escondido atrás da propriedade e embaixo de árvores.
Logo, o motorista e o irmão do prefeito foram abordados. O motorista revelou que não foi a primeira vez que descarregou combustível na empresa. Na quarta-feira, ele iria descarregar 600 litros, cada litro avaliado em R$ 4.
Já o irmão do prefeito disse que já havia ajudado o motorista a descarregar combustível no local em três oportunidades, mas atuava apenas na mecânica e era responsável pelo pátio dos veículos. Ele negou saber da forma de pagamento ou das circunstâncias da compra do combustível.

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(Revisão: Nichole Munaro)








