A denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) contra o militar do Exército, de 22 anos, preso após atingir a motociclista Miriam Rosa Matos, que morreu devido à força do impacto, foi aceita pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri. O acidente ocorreu no dia 20 de junho no centro de Campo Grande.
Conforme a denúncia, agindo com dolo eventual, ao assumir conscientemente o risco de produzir o resultado morte na condução de veículo automotor, matou a vigilante no acidente que ocorreu no cruzamento da Rua Maracaju com a Padre João Crippa, no centro. Ainda, ele estava conduzindo o veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool.
Isso porque, conforme a denúncia, na madrugada da data dos fatos, o denunciado, na companhia de um amigo, estava em um bar localizado no centro. Posteriormente, foram até outro bar, ocasião em que deram continuidade ao consumo de bebidas alcoólicas.
Por volta das 6h, ambos deixaram o estabelecimento, quando o militar passou a conduzir a caminhonete S10, em alta velocidade, tendo o amigo como passageiro. Segundo a denúncia, o militar colidiu lateralmente com um Virtus, inicialmente.
No entanto, sem prestar qualquer tipo de assistência ou adotar as providências decorrentes do sinistro, evadiu-se do local, sendo imediatamente acompanhado pelo amigo, que passou a seguir o veículo do denunciado após a colisão.
Assim, o militar conduziu a caminhonete S-10 em alta velocidade pela Rua Maracaju e, ao chegar na Padre João Crippa, desrespeitou a sinalização semafórica de parada obrigatória, avançou o sinal vermelho e colidiu com a moto de Mirim.
Na ocasião, ele passou pelo bafômetro, que testou positivo com a concentração de 0,42 mg. Na caminhonete foi encontrada uma garrafa de bebida alcoólica.
Assim, na última quarta-feira (1º), o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos, aceitou a denúncia. Dessa forma, o militar virou réu por homicídio simples e por dirigir sob influência de álcool.

Acidente
Conforme o boletim de ocorrência, o militar estava visivelmente embriagado e o teste de bafômetro resultou em 0,42 mg/L de álcool por litro de ar alveolar expelido. Miriam seguia pela Rua Padre João Crippa em direção à Rua Maracaju. O militar, que estava na Rua Maracaju sentido Avenida Presidente Ernesto Geisel, dirigia em alta velocidade.
Após ser atingida pela Chevrolet S10, Miriam foi lançada da moto, morrendo ainda no local. Já o condutor da caminhonete, que estava com um amigo, perdeu o controle do veículo após a colisão e bateu em uma árvore. A caminhonete foi parar no estacionamento de uma clínica médica.
Logo após a colisão fatal, o militar foi flagrado por testemunhas no chão e sendo consolado por um rapaz, possivelmente amigo dele. Aos prantos, ele dizia: “Eu matei alguém […] isso não tem perdão”. Enquanto o rapaz o abraçava, o militar pedia “me solta”.
Interrogatório
Durante o interrogatório na delegacia, o militar confessou ter ingerido bebida alcoólica antes do acidente. Ele contou ter ingerido vodka com energético por volta de 0h45, juntamente com um amigo.
Questionado sobre o acidente, o jovem confessou ter tentado avançar o sinal vermelho. “Eu não vi a moto; eu estava correndo com o carro e eu tentei furar o sinal. Não vi, por isso que eu tentei furar”, alegou.
Após a colisão fatal, o militar disse que desceu da caminhonete e ficou em choque. “Eu desci do carro, escutei que uma mulher havia morrido e entrei em choque”, afirmou o jovem.
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