O médico cardiologista, de 78 anos, companheiro de Fabiola Marcotti, de 51 anos, encontrada morta em uma chácara no final da manhã desta segunda-feira (18), está sendo encaminhado para a delegacia. No corpo da mulher, foi encontrada perfuração, possivelmente de tiro.
As investigações continuam. Neste momento, ainda não foi confirmado se o caso se trata de suicídio ou de um possível feminicídio. Na chácara que pertence ao médico, onde Fabiola foi encontrada morta, havia diversas armas — algumas estavam sem registro.
Segundo a delegada Analu Lacerda Ferraz, adjunta da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), o médico foi encaminhado para a sede da especializada por outro crime, que neste momento não tem relação com a morte da companheira. Entretanto, para não antecipar ou atrapalhar as investigações, não foram revelados mais detalhes.
“A história não está fechada, ele está sendo preso por outro crime, tinha algumas armas sem registro e está sendo verificado, algumas documentações estão sendo levadas para a delegacia. Vai ser analisada essa documentação, e eles [médico e testemunhas] serão ouvidos na delegacia. Mas não fechamos se foi suicídio ou feminicídio”, disse a delegada Analu.
Já o advogado José Belga Assis Trad, que está acompanhando o caso em defesa do médico neste momento, pontuou que o cardiologista nega que tenha matado Fabíola; no entanto, tudo está sendo apurado.
“Neste primeiro momento, tudo está sendo apurado, ele nega. Vão ser colhidos os depoimentos e depois a delegada responsável vai decidir quais encaminhamentos a autoridade policial considera, na sua ótica, que são os encaminhamentos corretos”, disse José.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)










