Duas das prisões realizadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) de Santa Catarina, nesta quarta-feira (1º), ocorreram em Mato Grosso do Sul. Denominada Operação Coluna Sul, a megaoperação atua contra a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Conforme o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), a equipe cumpre 320 ordens judiciais expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina. Do total, há 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrarem a organização criminosa.
Além de Mato Grosso do Sul, cinco estados brasileiros também registraram prisões, sendo Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Até o momento, 138 pessoas foram presas:
- Mato Grosso do Sul: duas prisões;
- Santa Catarina: 71 prisões no sistema prisional e 39 fora dele, uma em flagrante;
- Rio Grande do Sul: cinco prisões, duas em flagrante;
- Paraná: oito prisões;
- São Paulo: 12 prisões, três em flagrante;
- Minas Gerais: uma prisão em flagrante.
A megaoperação constitui desdobramentos de investigações iniciadas na Operação Maserati e visa manter ações firmes contra a articulação das atividades da organização criminosa. De acordo com o MPSC, os investigados estariam envolvidos na prática de crimes como organização criminosa, tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.
Estrutura operacional
A operação mobilizou, em Santa Catarina, 103 integrantes do Gaeco e cerca de 552 agentes de segurança pública com 198 viaturas e 2 helicópteros.
Assim, a megaoperação contou com cinco bases operacionais em Santa Catarina: Florianópolis, Joinville, Lages, Chapecó e São Miguel do Oeste. Em cada uma delas, equipes da força-tarefa atuam de forma integrada para coordenar o cumprimento simultâneo das ordens judiciais.
Além disso, em outros estados onde há cumprimento de mandados, houve troca de tiros que mobilizou equipes de apoio e reforçou a gravidade da resistência e a alta periculosidade apresentadas pelos suspeitos. Um dos faccionados morreu em confronto ao efetuar disparos contra os policiais, fazendo uso de pistola com seletor de rajada.
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(Revisão: Nichole Munaro)








