A onda de violência que assola o Jardim Itamaracá tem preocupado moradores nos últimos meses. Na tarde de segunda-feira (29), uma jovem de 18 anos foi atingida por uma bala perdida na perna enquanto assistia ao jogo do Brasil em casa.
De acordo com o boletim de ocorrência, o tiro entrou possivelmente pelo telhado do imóvel. A perícia esteve na residência e o caso foi registrado como disparo de arma de fogo.
Ao Jornal Midiamax, um aposentado de 86 anos disse que não soube do ocorrido, mas comentou sobre a violência no Jardim Itamaracá. Ele mora há quatro anos no bairro e pretende se mudar por conta da onda de violência.
“Aqui é um bairro que está muito perigoso. Nessa esquina aí, morreu um cara recentemente. Já entraram por cima da minha casa duas vezes para roubar. Eu quero vender [a casa] para sair daqui, pois moramos só eu e minha esposa; ela sempre fica doente. Então não dá para ficar só nós dois aqui”, comentou o idoso.
Inclusive, o morador relembrou que amanheceu um homem baleado nesta terça-feira (30) nas proximidades. Para ele, a região precisa de uma segurança maior. “Tinha que ter um policial, um guarda, alguma coisa. Tem que melhorar muito aqui. É muita molecada bebendo as coisas no bar, andando na rua a noite inteira”, pontuou.
Outra moradora da região teve sua casa invadida quatro vezes. Em novembro do ano passado, uma briga em uma praça do Jardim Itamaracá terminou com um homem morto a facadas e o suspeito preso após invadir a residência dela. Ela vivenciou um verdadeiro pânico com os filhos dentro de casa.
A PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) sempre reforça que o policiamento nos bairros é feito com base na análise de dados estatísticos, extraídos dos boletins de ocorrência e atendimentos à comunidade local.
Por isso, a importância da população acionar os órgãos de segurança. Além do 190 para urgências e emergências, é possível fazer denúncias anônimas no telefone 181.
Bala perdida
Para a polícia, a moradora relatou que estava em casa, assistindo ao jogo, quando ouviu um barulho vindo do telhado. Na sequência, percebeu que algo havia atingido a sua perna direita. Ao verificar, constatou que, na verdade, o objeto se tratava de um projétil de arma de fogo.
Assim, notou também que o forro de PVC da sala estava apresentando um furo, presumivelmente causado pela passagem do projétil. Para a polícia, ela relatou que a bala atingiu a sua perna já sem força, não causando qualquer tipo de lesão.
Com isso, recusou atendimento médico. Equipes de perícia estiveram no local e realizaram os levantamentos periciais. Apesar das diligências realizadas, não foi identificado ou localizado qualquer suspeito pelos disparos.
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