Uma mulher de 57 anos, que seria motorista de aplicativo, é suspeita de ter avançado com um carro contra uma mulher de 40 anos e a filha dela, de 3 anos, durante uma discussão na Rua Vassouras, no Jardim Noroeste, em Campo Grande. O caso foi registrado na Polícia Civil como ameaça, difamação e vias de fato.
Segundo o boletim de ocorrência, o episódio aconteceu por volta das 17h deste domingo (6), no momento em que a criança era devolvida à mãe. A mulher de 57 anos é irmã do ex-cônjuge da vítima de 40 anos.
Conforme o relato registrado pela polícia, a mãe possui a guarda unilateral da menina, enquanto o pai tem direito de convivência. Em razão de uma medida protetiva vigente contra o pai da criança, a entrega e a devolução da menina eram realizadas por um familiar.
Ainda segundo o boletim, no momento da devolução, a mulher de 57 anos teria comparecido para entregar a criança. A situação teria provocado uma discussão entre as duas mulheres.
De acordo com a ocorrência, durante o desentendimento, a suspeita teria puxado os cabelos da vítima e feito ofensas relacionadas aos cuidados com a filha de 3 anos, que possui atraso na fala e realiza acompanhamento fonoaudiológico.
Na sequência, conforme o relato da mãe à polícia, a mulher entrou em um Volkswagen Polo e acelerou o veículo na direção dela e da criança.
A mãe conseguiu pegar a filha e levá-la para dentro da residência antes que o carro atingisse as duas. Não houve contato físico do automóvel com as vítimas e, segundo o registro policial, não foram constatadas lesões corporais.
O boletim também informa que já havia um registro anterior envolvendo as mesmas pessoas, feito em 2024.
A mulher de 40 anos manifestou interesse em medidas protetivas contra a suspeita e também pediu proteção para a filha de 3 anos. O pedido foi encaminhado pela autoridade policial.
O Conselho Tutelar também foi comunicado sobre o caso. A Polícia Civil orientou a vítima a acionar a Guarda Municipal, pelo telefone 153, ou a Polícia Militar, pelo 190, em caso de novas ocorrências ou situação de emergência.
O caso será apurado pela Polícia Civil.



