Uma auxiliar de panificadora, de 40 anos, foi presa em flagrante após atear fogo no colchão de uma residência na intenção de expulsar um idoso que morava no local, na noite de terça-feira (27), no Jardim Centenário, em Campo Grande. O marido dela, um eletricista de 42 anos, também foi levado à delegacia após desobedecer às ordens de abordagem e proferir xingamentos contra os policiais.
A equipe do 10º BPM (Batalhão da Polícia Militar) foi acionada e, quando chegou ao local, constatou que o incêndio já havia sido controlado pelo Corpo de Bombeiros. Uma testemunha disse que um idoso mora na residência e que ele havia deixado o local.
Enquanto os militares conversavam com os bombeiros, uma mulher compareceu ao local e se apresentou como responsável pelo incêndio. Em seguida, o marido dela chegou bastante agitado e agressivo, passando a exigir, aos gritos, que a equipe liberasse a mulher. O homem também teria desafiado os militares para um confronto físico e afirmado que ele seria o verdadeiro autor do incêndio, além de chamar os policiais de “porcos”.
Diante da situação, os policiais determinaram que o suspeito se submetesse à abordagem, mas ele desobedeceu às ordens e continuou hostil, segundo o boletim de ocorrência. Na ocasião, a mulher contou aos militares que havia ateado fogo em um colchão da residência para obrigar o idoso a deixar o imóvel.
À polícia, a suspeita alegou que o idoso estaria ocupando indevidamente a casa, cuja proprietária seria uma pessoa conhecida por ela e seu esposo. Ela disse que a intenção era retirar o idoso do local para permitir que seu filho, de 19 anos, passasse a residir no imóvel.
Durante o trajeto à Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada), a mulher teria ofendido os militares, chamando-os de “sanguessugas”.
Em interrogatório na unidade policial, a suspeita disse conhecer o idoso do Jardim Centenário e que ele estava morando na residência de sua conhecida há seis meses. Alegou que o idoso não era o dono do imóvel e que ela é quem havia alugado a casa para morar com o marido no local; por isso, tentaram expulsar a vítima.
A mulher também negou ter agredido o idoso e disse que ele não estava no imóvel antes da chegada da PM. Sobre as ofensas contra os policiais militares, ela alegou que não se recorda. Ainda em interrogatório, ela afirmou ter ingerido cerveja antes de ir até a residência e atear fogo no colchão e negou a participação do marido no crime.
Diferente do que foi informado no local, ela também disse que a intenção era alugar o imóvel para morar com o companheiro. Por fim, confessou estar arrependida do que fez.
Ouvido na condição de declarante, o marido da suspeita também negou ter agredido o idoso e alegou não ter visto a mulher ateando fogo no colchão. Ele disse que não se lembra de ter proferido xingamentos contra os militares, mas confessou que ficou muito alterado ao saber que a esposa estava sendo presa.
A mulher passa por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (29) no Fórum Heitor Medeiros.
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(Revisão: Nichole Munaro)








