A megaoperação deflagrada pela PF (Polícia Federal), em conjunto com a Receita Federal do Brasil, nesta quarta-feira (4), apreendeu um Mustang do policial civil Douglas Tobias em um condomínio de luxo em Campo Grande. Ele foi denunciado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) após ser alvo da Operação Infiltrados, que investiga um esquema que desviava drogas apreendidas pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).
A Operação Ifrit desta quarta (4) investiga uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, com participação de policiais civis, policiais militares de Mato Grosso do Sul e um PRF (Policial Rodoviário Federal).
Desde as primeiras horas da manhã, as equipes estão nas ruas da Capital, cumprindo diversos mandados. Entre os alvos, estão uma oficina de carros e o condomínio de luxo, localizado na região do Parque dos Novos Estados.
No condomínio de luxo, um Mustang foi levado pelos policiais federais. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o veículo seria de Douglas Tobias — alvo da Operação Infiltrados, em setembro deste ano, que investiga um esquema de desvio de drogas envolvendo policiais e o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa. Ou seja, essa é a segunda vez em que o policial civil é alvo de operação em menos de dois meses.
Além disso, a reportagem apurou que o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa também foi alvo de mandados nesta quarta-feira (4), no âmbito da Operação Ifrit. A organização criminosa investigada pela PF também teve apreendidos uma caminhonete L200 Triton, armas, munições, dinheiro, dólar e até um relógio Rolex dourado, guardado em uma caixa.
Durante a megaoperação na manhã desta quarta-feira (4), uma viatura descaracterizada da PF foi atingida na traseira por um caminhão, na Avenida Coronel Antonino, em frente ao terminal de ônibus.
Grupo criminoso é alvo de operação em 7 estados
A Operação Ifrit cumpre 76 mandados judiciais, sendo 25 deles de prisão, e é realizada em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Três policiais civis foram afastados das funções.
A PF investiga a atuação de uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, com participação de policiais civis e militares e um PRF.
O grupo é investigado pelos crimes de tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e delitos violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios. Eles usavam armas, estruturas de apoio e carros blindados para exercer o controle territorial e intimidar rivais.
As investigações revelaram que o grupo atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, com ramificações em outros estados. As drogas e as armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo as redes de distribuição no Brasil e as rotas de tráfico de entorpecentes destinadas à Europa, especialmente Espanha e Portugal.





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(Revisão: Nichole Munaro)











