Por unanimidade, a 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) referendou a atuação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na Operação Sucessione, que investiga organização criminosa armada e a exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.
Enquanto isso, o ex-deputado Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, teve a prisão decretada e está sendo procurado pelo Gaeco. A defesa do ex-deputado diz que não teve acesso ainda à decisão, mas que o Neno “aguarda o acesso para que a defesa possa trabalhar” e que a decisão de se entregar caberá a ele.
A decisão do TJMS se deu em habeas corpus impetrado por um dos acusados, Jonathan Gimenez Grance — primo do megatraficante Jarvis Pavão —, preso na última fase da Sucessione. Recentemente, Jonathan teve o pedido de liberdade negado.
A defesa de Jonathan tentou anular o processo alegando violação ao ‘princípio do promotor natural’, já que a acusação estaria sendo feita por promotores do Gaeco e não pelos responsáveis pela 4ª Vara Criminal, onde o processo tramita.
No entanto, o TJMS entendeu que a atuação dos promotores do Gaeco é legítima e que a ausência física de um promotor original não anula o processo, já que o Gaeco é autorizado a representar o Ministério Público.
Além de Jonathan, estão presos o pai e os irmãos de Neno, Roberto Razuk, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, respectivamente. O patriarca cumpre prisão domiciliar e está em estado grave de saúde, numa UTI.

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Família Razuk e mais 20 são denunciados e serão julgados por jogo do bicho
O MPMS, por meio do Gaeco, ofereceu denúncia contra o deputado estadual Neno Razuk (PL); seu pai, o ex-deputado Roberto Razuk; e seus irmãos, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk.
A peça acusatória, protocolada no dia 10 de dezembro de 2025 no âmbito da 4ª fase da Operação Successione, aponta o clã como a cúpula de uma organização criminosa armada dedicada à exploração ilegal de jogos de azar, utilizando-se de corrupção, lavagem de dinheiro e roubos para assegurar o monopólio da contravenção no Estado.
Ao todo, 20 pessoas foram denunciadas. O MPMS requer, além da condenação pelos crimes imputados, o pagamento de R$ 36 milhões a título de reparação de danos, conforme o artigo 7º, inciso I, da Lei de Lavagem de Dinheiro. Em janeiro de 2026, a 4ª Vara Criminal de Campo Grande acatou a denúncia do MPMS.
De acordo com o documento, a investigação identificou que, após a desarticulação da organização criminosa liderada pela família Name (alvo da Operação Omertà), o grupo liderado pelos Razuk iniciou uma ofensiva para preencher o vácuo de poder e assumir o “monopólio do jogo do bicho” em Campo Grande e regiões estratégicas.
A denúncia detalha que a organização agia de forma violenta e estruturada. O Gaeco aponta que o grupo não apenas explorava a atividade ilícita, mas utilizava um aparato armado para cometer “roubos majorados” contra grupos rivais, visando enfraquecer a concorrência e tomar pontos de aposta à força.
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(Revisão: Nichole Munaro)








