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Polícia

Sem investigação: Bolívia descarta apuração sobre mortes em confronto em Corumbá

Dupla boliviana morreu no domingo (5), no bairro Popular Nova
Lívia Bezerra -
Uma das armas apreendida com os suspeitos. (Foto: Fala Povo Midiamax)

As autoridades bolivianas descartam a apuração sobre as mortes de Luis David Justiniano Flores, de 29 anos, e Alixberto Vasquez Corrales, conhecido como ‘Coiote’, de 32 anos, em confronto com o Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar), no município de .

A dupla morreu em confronto na tarde de domingo (5), na Rua Dom Pedro II, no bairro Popular Nova. O confronto aconteceu após os policiais irem até a dupla para averiguar uma denúncia de que os bolivianos estariam transportando uma quantia significativa de drogas para em um carro com placa da Bolívia.

Desde a morte do soldado da PM Marcelo Pimenta, ocorrida no dia 30 de junho, Corumbá, e a região de fronteira com a Bolívia vivem momentos de tensão.

De acordo com o jornal El Deber, familiares de um dos bolivianos rejeitaram as acusações e estão exigindo uma investigação completa sobre as causas da morte. Contudo, as autoridades bolivianas informaram que nenhuma investigação será aberta, já que as mortes ocorreram no Brasil e nenhum dos suspeitos tinha passagens pela polícia na Bolívia.

Os corpos dos bolivianos estão sendo transladados para os velórios na Bolívia. A despedida de Luis David será em Puerto Suárez.

Em menos de 24h, terceiro suspeito morreu em confronto

Marlon de Souza Silva, de 42 anos, morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque na BR-262, em Ladário, na madrugada de segunda-feira (6). O confronto, que terminou em morte, ocorreu menos de 24 horas após ação no bairro Popular Nova, em Corumbá. Na tarde de domingo (5), dois bolivianos morreram em confronto com os militares do Choque em meio à guerra entre facções que ocorre na fronteira com a Bolívia.

Reforço policial

Desde a manhã de domingo (5), diversas forças da PM (Polícia Militar) estão na região de Corumbá fazendo buscas para localizar os suspeitos envolvidos no ataque ao comboio do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) que terminou na morte de Rubens Zílio Neto, vulgo “Apolo”.

O suspeito de envolvimento na morte do soldado Marcelo Pimenta morreu na noite de sábado (4), durante sua transferência de Corumbá para Campo Grande, após passar por audiência de custódia. A escolta policial estava sendo realizada por viaturas do Bope — segundo apurado, quatro participavam, sendo uma delas descaracterizada.

No entanto, em determinado momento, o pneu da viatura que transportava “Apolo” teria furado. Quando os militares desembarcaram em um posto de combustíveis para retirar o estepe da viatura, “Apolo” foi alvejado por disparos vindos de uma área de mata.

A partir daí, equipes do Bope, Batalhão de Choque, TOR (Tático Ostensivo Rodoviário) e DOF (Departamento de Operações de Fronteira) que já estavam em Corumbá iniciaram as buscas pelos atiradores, inclusive na área de mata. Uma barreira também foi criada com abordagens em pontos considerados estratégicos por eles.

Até o momento, ninguém foi localizado ou preso. Inclusive, o terceiro suspeito de envolvimento na morte do soldado continua foragido.

‘Prontos para revidar’

O policiamento na fronteira de Corumbá com a Bolívia foi reforçado após a morte do policial militar Marcelo Pimenta. Durante coletiva de imprensa no dia 1º de julho, o comandante-geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), coronel Renato dos Anjos Garnes, disse que um reforço policial foi feito em Corumbá, na região de fronteira e em Ladário.

O comandante-geral também pontuou que a corporação está em constante formação e preparada para reagir. “A Polícia Militar está em constante formação, sempre estudando. O que acontece é que os criminosos resolveram reagir às ações dos militares e aí acontecem esses confrontos. Se eles quiserem confrontar, a PMMS está preparada para reagir”, afirmou o coronel Renato dos Anjos Garnes.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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