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Polícia

Em menos de 24h, terceiro suspeito morre em confronto policial em meio à guerra de facções

Policiais apreenderam fuzil com o suspeito, em Ladário
Lívia Bezerra -
Revólver de calibre .38 apreendido no local. (Reprodução, Batalhão de Choque)

Marlon de Souza Silva, de 42 anos, morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque na BR-262, em , a 426 quilômetros de , na madrugada desta segunda-feira (6).

O confronto que terminou em morte ocorre menos de 24 horas após ação no bairro Popular Nova, em . Na tarde de domingo (5), dois bolivianos morreram em confronto com os militares do Choque em meio à guerra entre facções que ocorre na fronteira com a Bolívia.

As equipes estavam na Operação Jovem Guerreiro, em apoio ao 6º BPM (Batalhão de Polícia Militar), quando viram um veículo Renault Duster e deram ordem de parada. Inicialmente, o motorista reduziu a velocidade, mas, quando os militares se aproximaram para abordá-lo, acelerou bruscamente e fugiu.

Segundo o boletim de ocorrência, os policiais iniciaram acompanhamento tático e, após alguns quilômetros, o suspeito parou o carro no acostamento. Ele desembarcou e teria começado a fugir a pé em direção à vegetação, às margens da rodovia.

Diante da fuga, os policiais do Batalhão de Choque estacionaram a viatura e o comandante desembarcou, identificou-se e deu ordem de parada. Contudo, o suspeito teria efetuado disparos de arma de fogo em direção aos policiais.

Na ocasião, o suspeito foi baleado e encaminhado para atendimento médico na Santa Casa. Ele foi a óbito no hospital e uma equipe da Polícia Civil, juntamente com a perícia, foi acionada.

Durante os levantamentos no local do confronto, os policiais apreenderam um revólver de calibre .38 com duas munições deflagradas, três picotadas e uma munição intacta. Um fuzil com carregador com cinco munições, que estaria em posse do suspeito, também foi apreendido.

Já durante vistoria no carro conduzido por Marlon, foi encontrada uma mochila com vários pacotes de maconha, totalizando 3,2 quilos.

Reforço policial

Desde a manhã de domingo (5), diversas forças da PM (Polícia Militar) estão na região de Corumbá fazendo buscas para localizar os suspeitos envolvidos no ataque ao comboio do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) que terminou na morte de Rubens Zílio Neto, vulgo “Apolo”.

O suspeito de envolvimento na morte do soldado Marcelo Pimenta morreu na noite de sábado (4), durante sua transferência de Corumbá para Campo Grande, após passar por audiência de custódia. A escolta policial estava sendo realizada por viaturas do Bope — segundo apurado, quatro participavam, sendo uma delas descaracterizada.

No entanto, em determinado momento, o pneu da viatura que transportava “Apolo” teria furado. Quando os militares desembarcaram em um posto de combustíveis para retirar o estepe da viatura, “Apolo” foi alvejado por disparos vindos de uma área de mata.

A partir daí, equipes do Bope, Batalhão de Choque, TOR (Tático Ostensivo Rodoviário) e DOF (Departamento de Operações de Fronteira) que já estavam em Corumbá iniciaram as buscas pelos atiradores, inclusive na área de mata. Uma barreira também foi criada com abordagens em pontos considerados estratégicos por eles.

Até o momento, ninguém foi localizado ou preso. Inclusive, o terceiro suspeito de envolvimento na morte do soldado continua foragido.

‘Prontos para revidar’

O policiamento na fronteira de Corumbá com a Bolívia foi reforçado após a morte do policial militar Marcelo Pimenta. Durante coletiva de imprensa na última quarta-feira (1º), o comandante-geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), coronel Renato dos Anjos Garnes, disse que um reforço policial foi feito em Corumbá, na região de fronteira, e em Ladário.

O comandante-geral também pontuou que a corporação está em constante formação e preparada para reagir. “A Polícia Militar está em constante formação, sempre estudando. O que acontece é que os criminosos resolveram reagir às ações dos militares e aí acontecem esses confrontos. Se eles quiserem confrontar, a PMMS está preparada para reagir”, afirmou o coronel Renato dos Anjos Garnes.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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