O rapaz de 20 anos preso por envolvimento no roubo de ‘muambas’ que terminou com a morte de Gian Marcelo Samaniego Ramão no Parque do Lageado, em Campo Grande, teria forjado o extravio de documento antes de fugir para outro estado. Ele foi preso por policiais do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário) da PMR (Polícia Militar Rodoviária) de São Paulo na segunda-feira (19), juntamente com um comparsa da mesma idade.
Gian foi ferido com um tiro nas costas enquanto a família era feita refém pelos criminosos, na última sexta-feira (16). Ele foi socorrido, mas não resistiu e morreu horas depois, na Santa Casa de Campo Grande.
Após as diligências na segunda-feira (19), a polícia identificou que o rapaz preso em SP registrou boletim de ocorrência de extravio no fim da tarde de domingo (18), indicando que possivelmente estaria planejando fuga de ônibus. A suspeita é de que ele tenha registrado o boletim de ocorrência para suprir a ausência de documento.
Ele e o comparsa foram abordados pelos policiais em um ônibus, já no estado de São Paulo. Após a prisão, foram levados à Delegacia de Itu e interrogados por videoconferência, ocasião em que o comparsa confessou a participação no crime. A dupla deve ser trazida de São Paulo para Mato Grosso do Sul nos próximos dias.
Rapaz nega participação
O rapaz que alegou extravio de documento negou participação no latrocínio, mas reconheceu que possui uma relação de dívida com Yuri, confirmando a posse de munições de calibre .38 em sua casa e atribuindo-as à arma supostamente usada para autodefesa. Ele alega que estava na casa da companheira no momento do crime, mas afirmou que conhece Yuri por já ter feito um serviço com ele.
Comparsa confessa autoria
Já o comparsa disse que ele, Yuri e o outro rapaz estavam no local do crime, sendo que ele próprio atirou contra Gian com um revólver de calibre .38. Ele negou a participação de Bruno no crime e confessou a autoria dos disparos contra Gian. “Não, senhor. O Bruno Rafael Souza da Silva é meu irmão. Ele foi morto hoje. Era eu, o Matheus e o Yuri”, detalhou o preso.
Bruno Rafael Souza da Silva, de 18 anos, morreu em confronto com militares do Batalhão de Choque no Portal Caiobá na madrugada de segunda-feira (19). Ele teria apontado um revólver de calibre .38 contra os policiais durante a abordagem.
Roubo seguido de morte
No momento do assalto, a vítima chegava de viagem de carro, junto da esposa. Quando a mulher dele foi abrir o portão, os suspeitos colocaram uma arma na cabeça dela e a forçaram para dentro da residência.
Gian foi socorrido e levado em estado gravíssimo e encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Universitário. Diante da gravidade do ferimento, foi transferido para a Santa Casa, onde não resistiu.
Na ocasião, os suspeitos roubaram o veículo Gol, de cor vermelha, que pertencia à vítima e estava carregado com as mercadorias.
Fuga
Após os disparos, Yuri deixou o local em seu veículo, um Gol prata, enquanto os comparsas fugiram no carro roubado. Posteriormente, o comparsa teria informado que as mercadorias seriam armazenadas em uma residência na Rua Visconde de Suassuna. Ele também teria solicitado que Yuri buscasse os envolvidos em um endereço onde incendiariam o carro da vítima.
Yuri também afirmou que, depois disso, deixou os comparsas em suas casas e retirou os adesivos da traseira de seu carro para dificultar sua identificação. Em seguida, ele teria solicitado uma corrida particular e fugiu para outra cidade, onde foi preso.
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(Revisão: Nichole Munaro)







