O suspeito de espancar Fátima Alves de Matos, de 54 anos, até a morte, teria sido solto na última sexta-feira (21) horas depois da prisão pelo feminicídio. A soltura teria sido decidida sem audiência de custódia após o juiz considerar que o homem não estava em situação de flagrante.
O caso ocorreu em Costa Rica, município localizado a 384 km de Campo Grande, durante a madrugada de sexta-feira (21). A vítima chegou ao hospital já sem vida e na ocasião, o companheiro dela, também de 54 anos, foi preso.
Conforme a imprensa local, Fátima teria sido agredida até a morte, dando entrada na Fundação Hospital já sem vida e com marcas de agressão no corpo. O portal MS Todo Dia divulgou que, antes de ser encontrada sem vida, vizinhos relataram ter ouvido uma discussão e pedidos de socorro.
A vítima foi encontrada pelo filho caída dentro de casa e levada ao hospital. O marido da vítima foi encontrado no imóvel do casal e negou autoria da morte de Fátima, porém, foi encaminhado à delegacia da cidade.
Passagens por violência doméstica
O suspeito também tem passagens por violência doméstica. O caso mais recente, também registrado em Costa Rica, aconteceu com a ex-companheira com quem o homem manteve relação por 10 anos. O término ocorreu em julho de 2025, quando ocorreu as novas agressões.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o homem foi detido após agredir a ex-companheira e, durante o depoimento, a então vítima do homem afirmou que o suspeito tinha problemas com bebidas alcoólicas e, quando passava do limite, ficava agressivo.
No dia 2 de julho do ano passado, à noite, o homem agrediu a vítima com vários socos. Ela afirmou à polícia que não era a primeira vez que tinha sido agredida e, a ocasião, contou que após esse episódio, iria embora para outro estado.
O homem, por outro lado, afirmou que não era responsável pelas agressões, que a vítima era usuária de drogas e no dia das supostas agressões, a vítima havia se envolvido em uma briga em outro local, com uma mulher. O processo foi arquivado em julho deste ano, após sucessivas buscas pela vítima para dar andamento ao processo.
📍 Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.
Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.
📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
⚠️ Quando a Polícia Civil atua com negligência, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.
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