A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, cumpriu, nesta quinta-feira (18), mandado de busca e apreensão em Naviraí, cidade a 365 quilômetros de Campo Grande, durante investigação relacionada incidente de extremismo e violento identificado em ambiente virtual.
Conforme a DPCA, as diligências tiveram início após investigações detectarem conteúdos com características compatíveis com discursos de ódio, apologia à violência e incitação à exploração sexual infantil, compartilhados em ambiente digital. Ainda conforme a polícia, durante a apuração, foram identificados dois suspeitos, sendo um deles localizado no Canadá e outro um adolescente residente em Naviraí.
Com autorização judicial, equipes da DEPCA fizeram o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do adolescente, ocasião em que equipamentos eletrônicos foram arrecadados para perícia e aprofundamento das investigações.
Durante a análise preliminar do material encontrado, os investigadores identificaram elementos que apontam para um histórico de bullying e cyberbullying, situação que passou a integrar o contexto investigativo.
A Polícia Civil destaca que o bullying em sua versão digital, o cyberbullying, não devem ser tratados como simples conflitos entre jovens. Ainda segundo a especializada, diversos casos analisados nacional e internacionalmente, práticas contínuas de humilhação, isolamento social, perseguição e violência psicológica podem contribuir para processos de radicalização, aproximação de grupos extremistas e adoção de comportamentos violentos.
A polícia informa que ambiente virtual tem permitido que adolescentes vulneráveis sejam expostos a comunidades que estimulam discursos de ódio, autolesão, violência extrema e exploração sexual, criando espaços de validação para sentimentos de revolta, exclusão e intolerância.
A investigação prossegue com o objetivo de esclarecer a extensão dos fatos, identificar outros possíveis envolvidos e verificar eventual prática de crimes relacionados ao extremismo violento, exploração sexual infantil e disseminação de conteúdos ilícitos.
A Polícia Civil também reforça a importância da participação de pais, responsáveis, educadores e da sociedade na identificação precoce de sinais de isolamento extremo, perseguição virtual, radicalização e mudanças abruptas de comportamento entre crianças e adolescentes.
Casos suspeitos podem ser comunicados às autoridades policiais, permitindo atuação preventiva e proteção integral de crianças e adolescentes.









