A vereadora de Água Clara, Didi Marques (PSDB), se manifestou após usar suas redes sociais para anunciar que estava imprimindo e vendendo figurinhas da Copa do Mundo de 2026, que está rolando nos EUA, México e Canadá.
Os álbuns da Copa, distribuídos no Brasil pela Panini, viraram uma febre, com crianças e adultos lotando bancas e livrarias para garantir os pacotinhos com grandes nomes do futebol mundial. Didi, que possui uma gráfica no município, encontrou um atalho à dificuldade de completar o álbum: a impressão caseira — e não autorizada — de craques do futebol mundial.
No próprio Instagram, a parlamentar divulgou o negócio, ignorando a LDA (Lei de Direitos Autorais) e o Código Penal. A operação consistia em rodar as figuras pirateadas e vendê-las, anunciando como uma ‘política de democratização de acesso aos cards’.
Quem quisesse poderia até solicitar um álbum completo ou figurinhas que ainda faltam para preencher o livreto. Mas, de antemão, Didi, de 27 anos, afirmou que entregava apenas a folha com vários rostos impressos — o recorte ficava a cargo dos clientes, para garantir a diversão da criançada, segundo ela.
Play no VAR:
Pirataria
Entretanto, ela deu uma ‘bola fora’. Isso porque a parlamentar não poderia imprimir e vender os objetos, que são direitos exclusivos da Panini, que detém os direitos autorais do álbum. No Brasil, pirataria de propriedade intelectual é crime, com penas que incluem altas multas e até prisão.
Logo após a exposição das vendas, a vereadora resolveu tomar uma atitude. Ao Jornal Midiamax, ela foi sucinta ao comentar a situação. “O conteúdo já foi retirado do ar e automaticamente suspendi as impressões”, diz.
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