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Política

Estado não vai tolerar nenhum tipo de desordem, diz Riedel sobre conflitos indígenas

Governador de MS disse que episódio em fazenda de Sidrolândia foi invasão criminosa de propriedade privada
Gabriel Maymone, Renata Volpe -
Governador Eduardo Riedel (PP) comentou sobre episódio de conflito indígena ocorrido no fim de semana em Sidrolândia. (Vinícios Araújo, Jornal Midiamax)

Na manhã desta quinta-feira (18), em evento na Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou que o Estado “não vai tolerar” nenhum tipo de desordem.

A afirmação foi feita durante fala sobre os conflitos indígenas registrados nos últimos dias no Estado. “Não há um palmo de terra no Mato Grosso do Sul onde o Estado não possa estar presente, garantindo a ordem, a institucionalidade e os direitos das pessoas”, disse Riedel.

O governador também comentou a fala do deputado — e ex-governador de MS — Zeca do PT, de que os autores de episódio registrado no fim de semana, na Fazenda São Sebastião, em , seriam ligados a políticos de direita.

“Ouvi alguém dizer que existe ‘índio de direita’ ou ‘índio de esquerda’. Eu digo: existe criminoso de direita e criminoso de esquerda. Crime é crime. Não interessa quem o pratique ou de que forma o faça”, declarou Riedel.

Ao comentar sobre o episódio ocorrido em Sidrolândia, Riedel classificou como “um ato direto de agressão e invasão de uma propriedade legalizada, com destruição de patrimônio privado e furto”, complementando que a polícia agiu para “restabelecer a ordem, recuperou os bens furtados e está encaminhando o indiciamento dos autores”.

Sobre a resolução para o conflito, Riedel disse que “o Estado atua para manter e garantir a ordem, ao mesmo tempo que participa das discussões para a construção de um arcabouço legal definitivo sobre o tema”.

Então, o governador disse que a discussão fundiária é legítima. “Se arrasta há anos no Congresso Nacional. Há dificuldades para se encontrar uma solução definitiva. Existem discussões sobre PEC, questionamentos no STF, grupos de trabalho inconclusos. Essa é uma discussão legítima, mas não pode servir de motivo para a instalação da desordem”.

Ligação política de conflito gerou bate-boca entre deputados

Pedro Kemp e Coronel David discutiram sobre ligação política de autores de atentado. (Foto: Reprodução/Alems)

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Na sessão de terça-feira (16)( da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), deputados do PT e do PL protagonizaram debate sobre ligação política do episódio.

A tensão ficou em torno da divergência sobre as motivações políticas e a autoria dos ataques, que resultaram em depredação, incêndios e roubo de maquinários agrícolas em duas fazendas próximas à Aldeia Buriti.

O deputado Zé Teixeira (PL) iniciou o pronunciamento classificando as ações em Sidrolândia como atos de terrorismo.

Em aparte, o deputado Coronel David (PL) apoiou o pronunciamento e associou o aumento de conflitos agrários à atual gestão do Governo Federal, chefiada pelo PT.

Em resposta ao bolsonarista, o deputado Pedro Kemp (PT) contestou as declarações da bancada do PL e afirmou que o partido não possui qualquer ligação com os episódios de violência registrados no município.

O parlamentar citou manifestação anterior do deputado Zeca do PT para argumentar que as invasões foram conduzidas por um grupo isolado de indígenas que não integram os movimentos ligados à esquerda política, rechaçando a responsabilização da legenda partidária pelos prejuízos causados nas fazendas.

“O que é que essa situação aí tem a ver com o PT? Porque o Coronel David só falou aqui do PT, jogando a culpa no PT. Não tem nada a ver! O deputado Zeca deixou bem claro que aqueles indígenas são de direita. Então, assim, ficar jogando aqui nas custas do PT? Ah, tenha dó!”, disse Kemp.

Zeca já havia comunicado aos parlamentares que se reuniu com caciques das aldeias no território indígena, entre as cidades de Dois Irmãos do Buriti e Sidrolândia, onde foi elaborada ata constando o desconhecimento das lideranças sobre o atentado e a oposição aos atos criminosos praticados contra trabalhadores dos locais.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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