Após a identificação, a Agepen-MS (Agência de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul) afirma que transferiu os presos responsáveis pela festa de aniversário do PCC (Primeiro Comando da Capital). O ‘evento’ no Presídio de Segurança Máxima foi regado a drogas.
Na segunda-feira, mesmo dia em que é ‘comemorado’ o aniversário da facção e em que o Midiamax divulgou os vídeos, a Agepen-MS disse que analisava as imagens. Um dia depois, nesta terça-feira (1º), a agência disse que realizou um ‘pente-fino’ no presídio.
Com isso, identificou os presos que seriam os donos da festa do PCC, que foi regada à cocaína, conforme os vídeos divulgados pelos próprios integrantes. Também houve a transferência desses detentos.
Droga no presídio
A Agepen-MS afirma ainda que as drogas entraram na Máxima por meio de arremessos de drones. Recentemente, a Polícia Penal e a Força Penal Nacional teriam intensificado o monitoramento, interceptando 13 tentativas de entrega por drones na unidade penal entre os dias 25 e 29 de agosto.
No entanto, a ação não impediu a entrada do entorpecente no presídio, conforme os presos exibiram nos vídeos.
“Todos os internos identificados também estão sendo submetidos a Procedimento Administrativo Disciplinar do Interno (PADIC). A manifestação coletiva de apoio ou alusão a organizações criminosas pode configurar falta disciplinar grave, conforme a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), com possíveis consequências no cumprimento da pena. Dependendo da conduta, também pode haver responsabilização criminal, nos termos do Código Penal e da Lei nº 12.850/2013 (Lei das Organizações Criminosas)”, pontua a Agepen-MS em nota.
Os vídeos aos quais o Jornal Midiamax teve acesso mostram os criminosos em volta de uma mesa forrada de cocaína, com fala dos criminosos agradecendo a participação de todos os envolvidos e comemorando os 33 anos do PCC, além de colocar a Máxima como a “maior sede dentro de MS”.
Aniversário do PCC
“Aniversário do comando, 33 anos. Mato Grosso do Sul, Máxima em Campo Grande, maior sede do PCC dentro do estado de MS”, diz o criminoso, não identificado até o momento.
A Agepen-MS não divulgou o nome dos envolvidos ou quantos foram transferidos e afirmou que essas informações são sigilosas.
O PCC ‘nasceu’ em 31 de agosto de 1993, e a comemoração dentro do presídio não é fato novo. Em 2016, o Midiamax deu a mesma notícia, quando imagens dos presos comemorando o aniversário da facção também chegaram ao jornal.
Na época, as fotos eram de Alexandrinho, o Alexandre Barreto de Castro. Ele estava preso por matar o policial militar Rony Maickon Varoni de Moura da Silva. Anos depois, já em liberdade, Alexandrinho morreu em confronto com a Polícia Militar, em 2022.
Oito detentos teriam criado a facção durante uma partida de futebol na quadra do Piranhão, conhecida por receber condenados que cometeram crimes de grande repercussão. Transferidos da capital de São Paulo para lá como castigo por mau comportamento, eles resolveram batizar o time deles de Comando da Capital.
Ainda no início da facção, o time de criminosos dizia que o PCC havia sido criado para “combater a opressão dentro do sistema prisional paulista” e “para vingar a morte dos 111 presos”, em 2 de outubro de 1992. Naquele dia, ocorreu o episódio que ficou conhecido como “massacre do Carandiru”, quando homens da PM mataram presidiários no pavilhão 9 da extinta Casa de Detenção de São Paulo.
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(Revisão: Nichole Munaro)








