Um homem — que ainda não teve a identidade divulgada — foi preso no início da tarde desta quinta-feira (5), por volta de meio-dia, após populares o acusarem de violência sexual contra uma mulher e o lincharem dentro de uma farmácia. O caso foi registrado no bairro Parque do Sol, em Campo Grande.
Segundo testemunhas, o homem estaria capinando em um lote da região quando teria sido abordado por uma moradora que o acusou de estupro. Segundo o acusado, ela o teria ameaçado de morte. Ainda conforme relatos, ele correu para uma farmácia do bairro em busca de abrigo. Poucos minutos depois, um grupo de cerca de 30 pessoas chegou ao local e iniciou o linchamento.
Pedras, enxada e pá foram arremessadas contra o homem, que tentava se esconder no estabelecimento. Durante a confusão, um policial aposentado que passava pela rua viu a discussão e parou para prestar apoio. Como a farmácia estava sendo depredada, ele decidiu manter o homem contido no estabelecimento e pediu para que os funcionários fechassem as portas. Segundo testemunhas, a população continuou os ataques, acusando a empresa de proteger o acusado. “Tô com medo até agora. Foi muito assustador”, contou um dos funcionários.

Com a farmácia fechada, os funcionários acionaram a Polícia Militar. Quando a equipe chegou, questionou o homem sobre as acusações, as quais ele negou. Os policiais também perguntaram aos moradores quem seria a vítima, mas ninguém soube apontar. Mesmo com os militares no local, os populares tentaram avançar contra o suspeito. Diante da gravidade da situação, os policiais utilizaram gás de pimenta para conter a multidão.
Vídeos gravados por moradores e funcionários mostram a confusão. Do lado de fora, dezenas de pessoas tentavam alcançar o homem; do lado de dentro, atrás do balcão, o acusado jogava as pedras de volta na tentativa de atingir os moradores. Ele foi encaminhado à Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada), e o caso será investigado. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a veracidade das acusações.
Por outro lado, a farmácia ficou danificada: um monitor foi quebrado, um funcionário foi atingido por uma pedra, inúmeros produtos ficaram caídos no chão e há danos visíveis em portas e paredes da loja. Agora, os funcionários temem pela própria segurança.
À reportagem, afirmaram que a empresa não compactua com nenhum tipo de crime e que, diferentemente do que foram acusados, não estavam defendendo o suspeito, mas apenas tentando cumprir a determinação do policial de mantê-lo separado dos moradores enquanto a equipe militar não chegava, além de proteger o próprio patrimônio.
Confira:
💬 Receba notícias antes de todo mundo
Seja o primeiro a saber de tudo o que acontece nas cidades de Mato Grosso do Sul. São notícias em tempo real com informações detalhadas dos casos policiais, tempo em MS, trânsito, vagas de emprego e concursos, direitos do consumidor. Além disso, você fica por dentro das últimas novidades sobre política, transparência e escândalos.
📢 Participe da nossa comunidade no WhatsApp e acompanhe a cobertura jornalística mais completa e mais rápida de Mato Grosso do Sul.
(Revisão: Dáfini Lisboa)






