Marcio Fernandes (PL) foi o deputado estadual que mais gastou para conquistar cada voto entre os 24 eleitos em Mato Grosso do Sul, conforme levantamento realizado pelo Jornal Midiamax. O parlamentar reeleito foi alvo da Operação Jogo Limpo, da Polícia Federal, cerca de uma semana antes do primeiro turno das Eleições 2026.
O deputado estadual recebeu 23.122 votos e declarou à Justiça Eleitoral um gasto de campanha de pouco mais de R$ 958 mil (R$ 958.600,72). Assim, Márcio Fernandes teve um custo médio por voto de R$ 41,46. Do outro lado da lista, o novato na Assembleia Legislativa, Tiago Botelho (PT), teve o custo médio por voto mais barato, de R$ 1,97.
O parlamentar do PL foi flagrado sacando um alto valor em espécie em uma agência do Banco do Brasil e teve a casa e o comitê de campanha revistados por agentes da Polícia Federal, em 25 de setembro.
Conforme apurado pelo Midiamax, teriam sido apreendidos cerca de R$ 260 mil junto a Márcio Fernandes e na residência, enquanto do comitê teriam sido levados malotes. O deputado estadual nega que esse seja o valor apreendido, mas admite que foi abordado por agentes da Polícia Federal após ter realizado um saque de R$ 100 mil da conta pessoal. O montante seria resultado de uma venda de gado realizada dias antes e o valor seria utilizado em despesas da fazenda.
O Midiamax solicitou uma nota ao deputado estadual Márcio Fernandes sobre o tema e aguarda resposta. O espaço segue aberto para manifestações.
Ranking dos votos mais caros
Em segundo lugar na lista de votos mais caros, está o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto (Republicanos). O também reeleito recebeu 19.516 votos, enquanto declarou gasto de campanha de R$ 691.993,21, totalizando um custo médio para conquistar cada voto de R$ 35,46.
Em terceiro no ranking dos votos mais caros está o deputado estadual Coronel David (PL). O também reeleito gastou mais de R$ 1 milhão na campanha eleitoral (R$ 1.042.737,92), ao passo que obteve 41.492 votos. Assim, o custo por voto saiu, em média, por R$ 25,13.
Todos os candidatos precisam prestar contas à Justiça Eleitoral sobre os gastos realizados, a lista de fornecedores e quem foram os doadores na campanha. Essas informações são públicas e constam no DivulgaCand.
Essa lista de gastos de campanha pode envolver, por exemplo, serviços advocatícios, contratos de publicidade e propaganda, impulsionamento nas redes sociais, combustíveis, cabos eleitorais, impressão de materiais gráficos, entre outros serviços.
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