O vereador de Dois Irmãos do Buriti Menoty (PT) disse que a ocupação do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) de Mato Grosso do Sul é “sem fundamentos” e uma “baderna”. Nesta terça-feira (30), o vereador discordou da ação que pede mudanças na administração do órgão.
Então, ressaltou que “caciques, lideranças de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti mais uma vez não estão envolvidos com essa baderna da DSEI”.
Assim, disse que a movimentação é de um “pequeno grupo de manifestantes, estimado em cerca de 2% das lideranças locais da Aldeia Buriti, e umas lideranças de outra comunidade, que não chega a 20%”. O vereador afirma que o grupo “promove, sem fundamento, protestos contra o coordenador distrital de Saúde Indígena, Sr. Lindomar Terena”.
Para Menoty, Lindomar desempenha as “funções com dedicação e compromisso com a melhoria da saúde indígena no distrito”. O vereador destacou a entrega de caminhonetes para 16 polos base do Estado, a disponibilização de medicamentos e a perfuração e instalação de poços de água em comunidades carentes.
“As manifestações ora promovidas são orquestradas por um grupo reduzido de caciques e lideranças que, segundo informações locais, buscam interesses pessoais e indicações para cargos na escala de gestão”, comentou em nota.
Portanto, acredita que a ação não representa “a vontade majoritária das comunidades”. Por fim, destacou que há, inclusive, “envolvimento de professores que deveriam estar em sala de aula, [e que] devem ser punidos”.
Ocupação no DSEI-MS
A ocupação ocorre em Campo Grande, com grupo de cerca de 80 indígenas de diferentes regiões do Estado. O Ministério dos Povos Indígenas e a Funai já atuam na ocupação, segundo o deputado federal Vander Loubet (PT).
“Falei por telefone com o pessoal e agora, depois das entregas, às 16 horas, vou até lá para intermediar uma negociação. Estamos conversando e tenho certeza de que vamos chegar a um acordo até o final da tarde”, disse o deputado.
O protesto cobra a substituição da atual gestão do órgão, alvo de críticas recorrentes de lideranças indígenas e de denúncias recentes envolvendo trabalhadores da saúde. Contudo, Vander afirmou que “não haverá substituição da administração”.
Isso porque o deputado já acionou envolvidos. “Pelo menos foi isso que a secretária nacional informou: não haverá substituição, mas sim a abertura de uma negociação para atender às demandas apresentadas pelo grupo que está no local”, detalhou.
Então, o deputado pontuou que, primeiramente, a negociação passa por um pacto entre as comunidades e as etnias. “Em segundo lugar, pela composição do DSEI com alguns quadros e pelo atendimento de algumas reivindicações apresentadas por eles.”
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(Revisão: Nichole Munaro)







