“Eu não me elejo síndica do meu prédio”, afirmou a sul-mato-grossense e candidata ao Senado Federal por São Paulo, Simone Tebet (PSB). A declaração foi realizada em entrevista ao jornal O Globo, e divulgada nesta quinta-feira (24).
A ex-senadora por Mato Grosso do Sul tenta novamente uma vaga na Casa Alta no Congresso Nacional, mas desta vez pelo estado vizinho, após ter disputado as eleições, em 2022, à Presidência da República, e ter se tornado ministra no Governo Lula 3. Simone Tebet explicou que mora em um condomínio que diverge ideologicamente do PT.
“O meu prédio é de um apartamento por andar, são 20, portanto, proprietários, que a maioria é do agronegócio. Então, obviamente, não entendeu a minha decisão em 2022, de estar do lado certo da história, em defesa da democracia, independentemente de pensar muito diferente na parte ideológica”, afirma Tebet.
A ex-prefeita de Três Lagoas ficou em terceiro lugar na disputa à Presidência da República, quando disputou pelo MDB, e recebeu quase 5 milhões de votos. No segundo turno, ela demonstrou apoio a Lula (PT). Após a eleição, ela se tornou ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil até 2026, quando deixou o cargo para disputar o Senado Federal.
“Então, hoje, de novo, não seria eleita no prédio síndica, mas, andando pelos bairros de Campo Grande, e os números vão mostrar isso, em 2026, embora, obviamente, o PT não ganhe no Estado, sempre foi assim desde o primeiro dia, desde a primeira opção que eu fiz, andando nos bairros mais pobres, das comunidades, de muitos municípios do interior, mas especialmente da Capital, eu sou recebida e abraçada com muito carinho, num país, lamentavelmente, hoje dividido por classes”, ela destaca.
Para viabilizar a candidatura, Simone Tebet trocou o MDB pelo PSB de Geraldo Alckmin, e o Mato Grosso do Sul por São Paulo.
“Hoje a política também está dividida de acordo com a classe social que você pertence. Lamentavelmente, a classe a qual eu pertenço, eu nunca neguei que tenho dinheiro, nunca neguei que sou do agronegócio, não ter entendido a minha decisão democrática de divergir deles. Então, de novo, eu não me elejo síndica do meu prédio, provavelmente me elegeria síndica de um bairro popular, de uma comunidade, de um conjunto do Minha Casa Minha Vida, de qualquer cidade do Estado de Mato Grosso do Sul”, acredita.
🔵 Receba notícias de Política no seu WhatsApp
Participe do grupo de Política do Jornal Midiamax no WhatsApp e receba informações diárias de tudo o que acontece na política de Mato Grosso do Sul.
✅ Clique aqui para participar
(Revisão: Dáfini Lisboa)









