*Checagem feita pela equipe de Jornalismo Investigativo do Jornal Midiamax, a pedido do candidato Eduardo Riedel (PP), que enviou 26 (vinte e seis) solicitações de verificação nas 24 horas após o Debate Midiamax. A checagem estava prevista conforme regras definidas em conjunto por todas as candidaturas, lavradas e assinadas em ata. Também fizeram solicitações os candidatos Fábio Trad (PT), com três questionamentos, e o candidato João Henrique Catan (Novo), com cinco pedidos. Todos serão checados e divulgados nos próximos dias.
Uma das falas contestadas pela campanha de Eduardo Riedel (PP) é a afirmação feita pelo candidato Fábio Trad (PT) de que “a controladoria do atual governo Riedel não controlou a corrupção, não fez prevenção e deixou passar série de episódios danosos ao patrimônio público“.
Após checagem, a reportagem do Jornal Midiamax classificou a afirmação parcialmente procedente. A campanha de Riedel alega tratar-se de informação incorreta, pontuando que o compliance estadual sancionou 189 empresas entre 2023 e 2025, após constatação de irregularidades, e que foram recolhidas multas que totalizam R$ 25,8 milhões.
Um dos casos citados no Debate Midiamax e contestados pela campanha de Riedel é referente à Operação Oncojuris, em que, de fato, conforme a própria reportagem do Midiamax publicou na época, a Secretaria de Saúde atuou juntamente com a Defensoria Pública nas apurações e repassou informações para a controladoria.
No entanto, Trad cita, na sequência, caso recente, revelado pelo Gaeco na Operação Gutenberg, em que o então chefe de regulação da saúde estadual, Ed Carlo Britto Burgatt, priorizava passar na frente da fila de exames e procedimentos pacientes de municípios que aderiam ao esquema: “Não é possível que durante cinco anos, começou em 2022 a corrupção na saúde, no ultimo ano do Reinaldo Azambuja, passou os quatro anos da sua gestão, a controladoria não tenha pelo menos sinalizado de que havia alguma coisa errada na aquisição de livros, que passavam as pessoas na frente de outras”.
De fato, as investigações do Gaeco começaram a partir de denúncia anônima enviada em um envelope para os investigadores, e a investigação se baseou em apuração da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União).
Em nota oficial do próprio Governo, na época, é informado que, a partir da deflagração da operação, a Controladoria abriu auditorias. Dias após a prisão, Ed Carlo foi exonerado do cargo comissionado e foi alvo de procedimento administrativo.

Portanto, a afirmação é parcialmente procedente, já que há, de fato, ações da Controladoria contra a corrupção, apesar de não haver participação do órgão no decorrer da Operação Gutenberg.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








