Salah Hassan, suplente do PDT para ocupar a vaga na Câmara de Campo Grande no lugar de Marquinhos Trad, diz estar se sentindo traído e reclama da demora para movimentações do partido. Desde a última semana, a sigla diz que vai entrar com uma ação para que Hassan consiga a cadeira na Casa de Leis, o que ainda não aconteceu.
A confusão começou após Trad deixar o PDT para se filiar ao PV. A filiação foi feita no dia 3 de abril, sendo o último dia do prazo da janela partidária. Segundo as normas eleitorais, para não perder o mandato, o parlamentar precisaria renunciar ao cargo ou conseguir a liberação do PDT.
De um lado, Marquinhos apresentou uma carta de anuência, que é um documento do PDT autorizando a desfiliação do filiado sem isso configurar infidelidade, já que em 2026 o cargo de vereador não se enquadra no grupo ‘liberado’ para troca de sigla.
O fato é que Marquinhos apresentou a carta de anuência assinada pelo vice-presidente do PDT, Enelvo Iradi Felini. O presidente do diretório de MS, Carlos Eduardo Gomes, disse que não teria autorizado a liberação, alegando que o documento não teria validade.
Na semana passada, Carlos chegou a dizer que se encontraria com a nacional da sigla, adiantando que entraria com uma ação pedindo a cadeira na Câmara. Mas, depois do encontro, o presidente do diretório não respondeu e também passou a não atender às ligações da equipe de reportagem.
Salah diz que não tem forças para lutar sozinho. “Estou aguardando o PDT entrar primeiro. Se o partido não entrar, eu não tenho forças para lutar sozinho. Eu não participei da reunião e estou muito cansado. Tudo isso é muito estressante! Eu estou indignado, desanimado, sentindo o gosto da traição. O Marquinhos foi uma grande decepção”, disse o suplente.
Recentemente, o Jornal Midiamax conversou com Marquinhos Trad. Ele adiantou que o presidente estadual do partido, Carlos Gomes, não reside em Mato Grosso do Sul, e sim no Rio de Janeiro. Segundo ele, o documento é válido, já que, na ausência de Carlos, quem responde pela sigla é o vice, Enelvo.
“Eu tenho a carta de anuência assinada pelo vice. Eu fui ao diretório do PDT dois dias antes do final do prazo da janela partidária e não tinha ninguém. Entramos em contato com a secretária do presidente, que nos informou que ele estaria em Minas Gerais. Na ausência dele, quem responde é o vice-presidente, o qual assinou a minha carta de anuência. O presidente mora no Rio de Janeiro. Isso é uma afronta. Eu tenho o documento assinado”, disse Marquinhos Trad ao Jornal Midiamax.
O Jornal Midiamax novamente tentou entrar em contato com o presidente estadual do PDT, mas até o fechamento desta reportagem as ligações não foram atendidas. O canal segue aberto para qualquer manifestação.
💬 Fale com os jornalistas do Midiamax
Tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta para o Jornal Midiamax?
🗣️ Envie direto para nossos jornalistas pelo WhatsApp (67) 99207-4330. O sigilo está garantido na lei.
✅ Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar nas redes sociais:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.
(Revisão: Nichole Munaro)








