A senadora Tereza Cristina (PP) mantém a articulação para disputar a presidência do Senado Federal em fevereiro de 2027 e tenta se consolidar como uma 3ª via aos nomes de Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a recondução ao cargo, e Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição na Casa. A parlamentar sul-mato-grossense sinaliza há meses o interesse em concorrer ao comando do Senado.
A movimentação de Tereza ganhou força após o PP nacional anunciar apoio à reeleição de Alcolumbre. A decisão foi criticada por Tereza, que defendeu a liberdade de escolha dos senadores e voltou a indicar que pretende manter seu nome na disputa.
Em vídeo publicado nas redes sociais em 31 de outubro — que pode ser conferido no fim do texto —, a senadora também destacou a importância da presença feminina em espaços de liderança. A manifestação ocorre em meio às articulações para a eleição da Mesa Diretora, marcada para 1º de fevereiro, quando também serão empossados os senadores eleitos.
Tereza e Marinho chegaram a se reunir na semana passada para discutir a possibilidade de uma candidatura única da oposição, mas não houve acordo. O senador do PL deve oficializar sua candidatura nesta quarta-feira (4), enquanto Tereza pretende continuar trabalhando sua candidatura nos bastidores, conforme a CNN Brasil.
A estratégia da senadora é ocupar o espaço e encontrar apoio de parlamentares que fazem oposição ao governo, mas que não estão necessariamente dispostos a apoiar Marinho ou a recondução de Alcolumbre.
Apesar de integrar a oposição, Tereza é apontada por aliados como um nome com capacidade de diálogo com diferentes grupos do Senado, inclusive parlamentares ligados ao governo. A avaliação é de que esse trânsito pode ser utilizado para ampliar o apoio à candidatura.
Nos bastidores, aliados avaliam que, neste momento, nenhum dos dois principais candidatos teria os 41 votos necessários para garantir a presidência do Senado. Por isso, Tereza pretende manter a candidatura até a eleição e ampliar a articulação para tentar se apresentar como uma opção capaz de reunir diferentes grupos.
A aposta é que, caso consiga avançar nas negociações, a senadora possa buscar o apoio de Marinho e de setores que hoje não demonstram disposição para apoiar Alcolumbre, fortalecendo sua posição na disputa pelo comando da Casa.
Veja o vídeo a seguir:
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(Revisão: Nichole Munaro)










