O deputado federal Vander Loubet (PT) afirmou que o partido suspeita de possível uso político de invasão em fazendas em Sidrolândia, neste final de semana. Segundo o deputado, caciques que lideram aldeias na região das propriedade alvo do atentado afirmaram que não houve qualquer articulação ou consenso para a ocupação que terminou com patrimônio incendiado, maquinários furtados e trabalhadores mantidos em cárcere.
“Conversei com caciques e lideranças indígenas da região e todos informaram desconhecer as motivações da ocupação e qualquer articulação em torno do ocorrido. Isso desperta grande estranheza, pois as ocupações, quando são feitas, são organizadas e articuladas pelo conjunto dos caciques e lideranças indígenas e têm suas razões amplamente divulgadas, inclusive para a imprensa”, pontuou o parlamentar.
Segundo o dirigente do PT, até o momento não foi constatada a participação de integrantes do PT no episódio. “Até porque temos adotado uma posição firme contra ocupações, buscando sempre privilegiar o diálogo e a construção de consensos. E, se forem identificados, vamos defender punição”, atestou o deputado.
Vander considerou “curioso” o fato de ter ocorrido às vésperas da visita do presidente Lula (PT) a Mato Grosso do Sul. A agenda está prevista para 25 de junho em Ponta Porã.
“A primeira leitura do episódio pelos dirigentes do PT aponta para uma tentativa de criar constrangimento à visita que o presidente Lula deverá fazer a Mato Grosso do Sul no final deste mês. Isso merece uma investigação”, completou.
O deputado Zeca do PT comunicou à imprensa que fará reunião com lideranças indígenas na Câmara de Sidrolândia na tarde desta segunda-feira (15). Ele disse que informações obtidas com integrantes das comunidades apontam para um suspeito ligado a políticos da direita.
Contudo, a Polícia Civil ainda não confirmou a autoria e prisões no caso.
Já o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), integrante da bancada ruralista na Câmara dos Deputados, disse que “invasores de propriedade são terroristas” e que “devem apodrecer na cadeia”.








