O deputado Zeca do PT vai reunir cerca de 8 caciques na Câmara Municipal de Sidrolândia, na tarde desta segunda-feira (15) para discutir a invasão, danos materiais e violência praticada contra funcionários das fazendas Água Clara e São Sebastião, na região da Aldeia Buriti.
Os líderes indígenas estariam descontentes com a ação dos invasores, segundo o parlamentar.
Zeca afirma que há indícios de que os autores estejam ligados a políticos da direita. Segundo Zeca, o movimento foi liderado pelo indígena Rodrigues Alcântara, secretário de Assuntos Indígenas da Prefeitura de Dois Irmãos do Buriti, que tem filiação no MDB.
O deputado afirma que Rodrigues Alcântara lidera, com outros indígenas, um movimento de direita na região com apoio à pré-candidatura de Reinaldo Azambuja.
Ele acusa o episódio de tentar sabotar o projeto eleitoral do PT em Mato Grosso do Sul e desgastar a imagem do presidente Lula (PT) às vésperas de sua visita ao Estado, marcada para 25 de junho em Ponta Porã.
“É um problema de articulação da direita. Me cheira um treco montado para desgastar o PT e a nossa campanha aqui, e a vinda do Lula”, disse ao Jornal Midiamax nesta manhã.
O encontro com as lideranças indígenas está confirmado para as 14h30.

Na noite de sábado (13), grupo indígena teria invadido propriedade na Aldeia Buriti, incendiado ambientes e maquinários, além de manter famílias que trabalham no local em cárcere.
Entre as vítimas havia crianças, segundo o boletim de ocorrência registrado pela proprietária do local.
No domingo (14) a polícia foi à fazenda para apurar o caso e ouvir as partes envolvidas.
Além da destruição patrimonial, foram registrados furtos de insumos e focos de incêndios dolosos provocados criminosamente pelos invasores.
Ainda foi causado pela derrubada de diversas árvores, que foram utilizadas como barricadas para impedir a ação das forças de segurança.
Durante a ação policial a situação crítica já havia sido superada, mas equipes permaneceram no local para garantia da ordem.
“A PMMS reafirma que a manutenção da ordem, o direito à propriedade e a integridade do cidadão são prioridades inegociáveis”, afirmou a Polícia Militar em nota.
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