Pé no chão
A obra de um novo espaço em prédio público, já conhecido por movimentar cifras milionárias no setor da construção civil, dividiu aliados quando foi colocada à mesa. Enquanto o ‘sonho’ do comandante do órgão era emplacar o empreendimento faraônico, avaliado em mais de R$ 100 milhões, veterano ‘botou o pé’ nos planos, mas foi voto vencido.
Precisa mesmo?
À época, o contraditor questionou a real necessidade do projeto para o momento enfrentado pelo Estado. “É uma coisa bonita, mas esse nosso aqui já é suficiente. Acho que o dinheiro investido poderia esperar por outro momento, caso o MS aumente mais a população. Porque, quem é que vem aqui? Se não fossem os funcionários públicos sentar aqui, não teria uma viva alma. Nunca encheu isso aqui desde quando cheguei”, disse o veterano.
Respeitou a vontade da maioria
A autoridade, que chega a 2027 com vontade de retornar à mesa das decisões, garante que respeitou a vontade da maioria e que não tem qualquer inimizade com o sonhador às custas do bolso do contribuinte. “Fica Bonito pra cidade e tal, mas não sei se é tão útil”, disse.
‘Homem precisa ganhar mais do que a mulher’
O vereador Johns Basso (PSDB), de Bela Vista, usou a tribuna para denunciar a demora em resposta da prefeitura sobre requerimentos e vereadores aliados ao prefeito Gabriel Boccia (PP). O vereador se perdeu em meio ao discurso ao misturar a vida pessoal e a política, dizendo que o homem precisa ser o provedor da casa. “Homem tem que ganhar mais do que a mulher. Se ganhar menos, tá errado, precisa trabalhar mais. O dinheiro da mulher tem que ficar só para ela.”
E o Trump, hein?
Deputado veterano chegou com sorriso de orelha a orelha com o avanço da onda azul nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Com a oposição de Donald Trump surpreendendo nas projeções preliminares da composição do Congresso norte-americano, o parlamentar, que tem Lula na ‘agenda do Zap’, questionou colegas enquanto fazia gesto obsceno com as mãos. “E o Trump, hein?”, disse, batendo a palma da mão sobre a outra em punho. O gesto é costumeiramente utilizado para ilustrar a famosa expressão brasileira de “tomou no…”
Ultimato
Após a manifestação dos professores na Câmara de Campo Grande, o clima esquentou nos bastidores. Durante reunião com a categoria, um vereador deu um ultimato e disparou que muitos parlamentares “só fazem show, mas não resolvem”. A fala, em tom de recado, resultou em uma reunião da categoria com o secretário municipal de educação.
Professor pagou para protestar
E por falar em professor… O educador que compareceu ao protesto pacífico no plenário da Câmara de Campo Grande teve que pagar substituto do próprio bolso para não levar falta. A categoria cobra a convocação dos aprovados em concurso. Já o discurso do Executivo é que as chamadas já foram feitas.
Desgaste entre poderes?
A vereadora Luiza Ribeiro (PT) cobra a Prefeitura sobre emendas impositivas. O Requerimento atingiu o ponto fraco que incomoda toda a Câmara: o pagamento das emendas impositivas da LOA 2024.
Queixa oficializada
No documento, Luiza cobra da prefeita Adriane Lopes e do secretário de Fazenda, Isaac José de Araújo, comprovantes de cada emenda — nota de empenho, ordem bancária e repasse. A queixa, que era sussurrada nos corredores, agora virou requerimento oficial e expõe o desgaste entre o Executivo e a base.
Não gostou…
Vereadores petistas decidiram integrar chapa da Mesa Diretora encabeçada por parlamentar bolsonarista na Câmara de Aquidauana. Indígena Terena será vice-presidente da Casa na nova composição a partir do ano que vem. Outro petista assinou embaixo. Já o diretório municipal do Partido dos Trabalhadores não gostou muito e fez questão de informar que isso foi decisão pessoal dos pares.
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