Uma empresária tenta reaver desde março dois celulares apreendidos durante a Operação Águas Turvas, em Bonito — que deflagrou esquema de licitações no município em outubro de 2025.
Conforme a petição, a mulher foi alvo apenas de busca e apreensão e teve os dois aparelhos apreendidos. Na época, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em Bonito, Campo Grande, Terenos e Curitiba (PR). Agentes também estiveram na Prefeitura Municipal de Bonito.
Foram presos o então secretário de Administração e Finanças de Bonito, Edilberto Cruz Gonçalves; a diretora do setor de Licitações, Luciane Cinthia Pazette — que foi para prisão domiciliar em 16 de outubro; o empreiteiro Genilton da Silva Moreira, o empresário Carlos Henrique Sanches Corrêa e o corretor de imóveis Luis Fernando Xavier Duarte — que foi solto após pagar fiança por porte de arma.
Operação Águas Turvas mira organização criminosa que fraudava licitações em Bonito
Em 7 de outubro de 2025, o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), deflagrou a Operação Águas Turvas, contra uma organização criminosa que teria fraudado licitações que somam R$ 4.397.966,86.
A investigação do Gecoc identificou um grupo que atuava fraudando constantemente licitações de obras e serviços de engenharia em Bonito desde 2021. São vários certames fraudados, simulando concorrência e prevendo exigências para favorecer as empresas investigadas.
Servidores públicos integravam o esquema e repassavam informações privilegiadas a empresários, além de organizarem a fraude licitatória para ajudar as empreiteiras a vencerem. Em troca, recebiam vantagens indevidas.
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(Revisão: Nichole Munaro)






