O 3º diretor-secretário da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) e dono do grupo Arte Camisetas, Gilson Kleber Lomba, divulgou nota por meio de sua defesa a respeito do envolvimento de suas empresas em apuração do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) sobre suposta fraude milionária em licitações.
No documento, assinado pelo escritório Fernandes & Possamai Advogados, os advogados sustentam que a empresa pode ter tido a sua razão social utilizada indevidamente por ex-funcionários.
“Pelas informações até aqui divulgadas, tudo indica que os fatos apurados estão relacionados à atuação de terceiros que, no passado, detinham procuração para representar empresas do grupo perante órgãos públicos, inclusive em procedimentos licitatórios”, diz trecho da nota (leia na íntegra abaixo).
Na quarta-feira da semana passada, o Gaeco deflagrou a Operação Trama Oculta, que apura possível formação de cartel no setor têxtil de Mato Grosso do Sul. A suspeita é de que um grupo de empresários do ramo de confecção atuava de forma coordenada para fraudar licitações públicas. Até o momento, o órgão identificou indícios de fraudes em 15 contratos, cujos valores somados ultrapassam R$ 3 milhões.
As investigações miram diversas indústrias do Estado. Entre os alvos, estão empresas do grupo Arte Uniformes Ltda. (CNPJ 55.712.075/0001-97), com sedes em Dourados e Caarapó.
Um ex-funcionário do grupo — que terá a identidade preservada — também foi alvo da operação. Ao Jornal Midiamax, ele contou que representava a empresa em licitações anos atrás, mas disse não ter conhecimento de esquemas. Ele teve o celular apreendido e terá que ficar sob monitoramento de tornozeleira eletrônica.
Defesa diz que denunciou irregularidades na época
A defesa alega que o próprio empresário denunciou à Polícia Civil e ao Poder Judiciário, no ano de 2022, a ocorrência de desvios de valores, insumos e mercadorias. Na ocasião, um dos ex-funcionários envolvidos teria assinado acordo de não persecução com o Ministério Público, confessando furto qualificado com abuso de confiança e sendo condenado a ressarcir a empresa, conforme os advogados da Arte Camisetas.
“Já naquela ocasião, a empresa denunciou o uso indevido de seu nome em negociações realizadas sem o conhecimento de sua direção. Diante desse histórico, há fundada suspeita de que a razão social das empresas do Sr. Gilson tenha sido utilizada indevidamente por terceiros, sem o seu conhecimento ou autorização, mediante o uso abusivo de procurações”, destaca a nota emitida pelos advogados.
A defesa afirma que as apurações tratam estritamente da atividade empresarial de Gilson “e não possuem qualquer ligação com a sua atuação institucional na diretoria da Fiems”.
Por estar em segredo de justiça, os advogados afirmam que ainda não tiveram acesso integral aos autos do processo, classificando qualquer conclusão prévia como prematura e reafirmando o princípio da presunção de Inocência.
A defesa reforça que o empresário está à disposição das autoridades, colaborando com o trabalho do Ministério Público e do Judiciário para o devido esclarecimento dos fatos no foro adequado.
Leia a nota na íntegra:
Sabe de algo que o público precisa saber? Fala pro Midiamax!
Se você está por dentro de alguma informação que acha importante o público saber, fale com jornalistas do Jornal Midiamax!
E pode ficar tranquilo, porque nós garantimos total sigilo da fonte, conforme a Constituição Brasileira.
Fala Povo: O leitor pode falar direto no WhatsApp do Jornal Midiamax pelo número (67) 99207-4330. O canal de comunicação serve para os leitores falarem com os jornalistas. Se preferir, você também pode falar com o Jornal direto no Messenger do Facebook.
(Revisão: Nichole Munaro)








