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Transparência

Governo do Estado vai afastar servidores envolvidos em fraudes de R$ 27 milhões

Estado abriu auditoria para apurar supostas fraudes na regulação da saúde
Gabriel Maymone -
O Gaeco cumpriu mandados na sede do Core (Central Estadual de Regulação), na manhã desta terça-feira (7). (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax)

O Governo de Mato Grosso do Sul emitiu nota informando que irá afastar ou exonerar servidores envolvidos na Operação Gutenberg, do Gaeco, a qual investiga esquema que desviou R$ 27 milhões em recursos públicos.

Na nota, o Governo afirmou que instaurou auditorias para apurar os procedimentos suspeitos de fraude.

As investigações apontaram que o esquema atuava na regulação estadual de saúde, em que usava a liberação de exames e internações como ‘moeda de troca’ para forçar gestores públicos a comprarem livros didáticos.

O coordenador da regulação — o Core —, Ed Carlos Britto Burgatt, está entre os presos. Ele é concursado como auditor de serviços de saúde e deverá ser afastado durante os procedimentos no Governo.

O ex-prefeito de Júnior Vasconcelos é escrivão concursado da Polícia Civil e deverá ser afastado também.

Já Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul, deverá ser exonerado.

Entre os presos, estão ainda a dentista e empresária Rossana Paroschi Jafar e sua filha, a médica Olívia Paroschi Jafar.

A filha de Ed Carlos, a empresária Jéssyca Duarte Burgatt, dona de um plano de saúde na Capital, também foi presa.

Desvios de R$ 27 milhões

O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’.

As investigações revelaram que o grupo usava a liberação para exames e internações como moeda de troca para forçar gestores a comprarem livros.

O esquema desviou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos.

A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.

O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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