A dentista e empresária Rossana Paroschi Jafar é uma das 16 presas em operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que investiga esquema que usava a Central de Regulação do Estado como ‘balcão de negócios’. A filha dela, a médica Olívia Paroschi Jafar, também foi presa.
A reportagem conversou com o advogado de Rossana, Pedro Grubert, que confirmou tratar-se de prisão preventiva de sua cliente, quando é expedida por mandado judicial. No entanto, ainda não há detalhes sobre as acusações contra Rossana.
O advogado de Olívia e da clínica Ross, Marcos Rocha, apenas confirmou que Olívia foi presa preventivamente. As informações são de que ela foi conduzida à delegacia e estaria na 2ª DP. Ela também é sócia da clínica. O espaço segue aberto para manifestações.
Ela foi detida na manhã desta terça-feira (7), em um condomínio de alto padrão, no bairro São Francisco.
Ela é dentista e se apresenta como fundadora da Clínica Ross, que fica no Jardim dos Estados e também foi alvo do Gaeco.
A reportagem tentou contato com uma das sócias da clínica, que desligou a chamada após a identificação da equipe de jornalismo do Midiamax.
Outro filho de Rossana, Felipe Paroschi Jafar, também foi preso. Ele é comissionado na Agesul.

O esquema usava a liberação de exames e internações por meio da regulação estadual como ‘moeda de troca’ para forçar gestores públicos a adquirirem livros.
Rossana também consta como sócia na Gráfica Jafar Ltda. (CNPJ 01.828.546/0001-06), Fox Gráfica Ltda. (CNPJ 06.135.913/0001-00) e Gráfica e Editora Alvorada Ltda. (CNPJ 03.226.131/0001-80).
Presos
O coordenador da Central Estadual de Regulação, Ed Carlo Britto Burgatt, e a filha, Jessyca Burgatt, também foram presos.
Conforme já adiantado pelo Jornal Midiamax, outro alvo da ação foi o ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos.
O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’.
As investigações revelaram que o grupo usava a liberação para exames e internações como moeda de troca para forçar gestores a comprarem livros.
O esquema desviou mais de R$ 27 milhões em recursos públicos.
A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.
O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.
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