Deflagrada na terça-feira (9) para apurar desvios de R$ 27 milhões da educação em cidades de Mato Grosso do Sul, a Operação Gutenberg ainda restou pendente de cumprir dois mandados de prisão.
Conforme apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, dois empresários são considerados foragidos da Justiça e estão com mandados de prisão em aberto dentro do processo da Gutenberg.
Um deles é Giovanni Paroschi Jafar, no núcleo familiar das gráficas Jafar. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) prendeu na terça (7) Rossana Paroschi Jafar e os filhos, Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar.
Giovanni é sócio da gráfica Bold Tech LTDA (CNPJ 15.508.499/0001-10), de layout e comunicação visual, e da empresa Nerd Lab Tecnologia e Comunicação Digital LTDA (CNPJ 38.294.077/0001-94).
O outro empresário considerado foragido é Heyder Bartz, que é proprietário de uma editora de livros, a Superconteúdo Digital (CNPJ 49.113.607/0001-77), além da Morar Investimentos LTDA (CNPJ 41.577.999/0001-13).
Confira os presos na Operação Gutenberg:
- Rossana Paroschi Jafar – dentista e dona de gráfica;
- Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo;
- Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul e filho de Rossana Jafar;
- Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core);
- Jéssyca Duarte Burgatt – filha de Ed e dona da Capital Saúde;
- Joatan Gomes Peixoto – empresário;
- Matheus Oliveira Peixoto – empresário;
- Francisco Anízio dos Santos – empresário;
- Douglas Henrique de Melo – empresário;
- Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas;
- Gabriel Taquino de Paula – advogado;
- Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil.

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Família Jafar
Envolvida no ramo gráfico, a família Jafar já havia sido implicada na Operação Lama Asfáltica, em que o patriarca Mirched Jafar Júnior chegou a ser preso, em 2017, por suspeitas de desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro por meio da Gráfica Alvorada. Ele faleceu em 2021, vítima da covid.
A esposa dele, Rossana, que permanece no quadro societário da Alvorada, foi implicada civilmente na operação, em que ainda responde por ressarcimento ao erário. O casal chegou a ter um apartamento avaliado em mais de R$ 1 milhão bloqueado pela Justiça.
Uma das acusações contra a gráfica é o envolvimento em fraudes em contratos na SED (Secretaria de Estado de Educação) para fornecimento de livros didáticos. O MP apontou que a contratação ocorreu sem licitação, sob a justificativa de que a gráfica detinha a exclusividade sobre as obras.
A empresa é apontada como um dos caminhos para lavar dinheiro proveniente dos desvios de recursos públicos.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









