A Justiça Federal da região de Mato Grosso do Sul negou o pedido de Roberto Cabrini para entrevistar Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, preso no Presídio Federal em Campo Grande.
Cabrini e Marcinho entraram com recurso contra a decisão que negou o pedido, que levou em conta a falta de previsão legal para a entrevista, além de riscos à segurança institucional. Agora, os magistrados decidiram em acórdão negar o agravo feito pela dupla.
Como Marcinho está sob a tutela do Estado, a Justiça afirma que a exposição pública na televisão a nível nacional pode violar a norma que assegura aos presos a proteção contra qualquer forma de sensacionalismo.
“A entrevista jornalística, por sua natureza, amplia a exposição pública do custodiado e reduz o controle estatal sobre o conteúdo veiculado. Por essa razão, a ausência de previsão legal específica, quando conjugada com a finalidade do regime prisional, especialmente no âmbito do sistema federal de segurança máxima, autoriza a adoção de interpretação restritiva, desde que fundada em elementos concretos de risco e devidamente motivada”, diz o documento.
Cabrini justifica que quer ouvir Marcinho VP sobre a prisão de seu filho, o rapper Oruam, e as relações familiares do traficante, apontado como uma das lideranças da facção criminosa Comando Vermelho.
A Justiça ainda lembra que a prisão limita o acesso muito limitado até mesmo de familiares, por conta do isolamento de lideranças criminosas e presos de alta periculosidade. A Justiça afirma que tanto Marcinho quanto Oruam podem se manifestar por meio de nota.
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