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Transparência

Presidente de hospital em Sidrolândia tentava recuperar celulares apreendidos antes de ser preso

Aparelhos foram apreendidos na primeira fase da Operação Dirty Pix, em novembro de 2025
Fábio Oruê -
Presidente de hospital em Sidrolândia tentava recuperar celulares apreendidos antes de ser preso
Jacob Breure é diretor-presidente do Hospital Municipal de Sidrolândia. (Léo de França, Jornal Midiamax)

O diretor-presidente do Hospital Municipal de Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Meeuwis Breure, tentava recuperar os celulares e dispositivos eletrônicos apreendidos na primeira etapa da Operação Dirty Pix — deflagrada em novembro de 2025 — quando foi preso na segunda fase da ofensiva que combate a corrupção na unidade hospitalar, na quarta-feira (7).

A defesa de Breure, feita pelo advogado Wellison Muchiutti Hernandes, entrou com pedido de restituição dos bens apreendidos, alegando que já havia se passado mais de 9 meses desde a operação. O Núcleo de Garantias sequer chegou a analisar o pedido.

Cerca de um mês após dar entrada no pedido, o Gaeco (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrou a 2ª etapa da operação em Sidrolândia.

Caso a perícia nos aparelhos não tenha sido finalizada, a defesa pede ainda um prazo “improrrogável” para a devolução. Isso porque os itens seriam de uso pessoal e profissional de Jacob.

Conforme as investigações, grupo liderado pelo presidente do Hospital Municipal Beneficente Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Breure, desviou mais de R$ 18 milhões em recursos públicos destinados à aquisição de equipamentos, materiais hospitalares e de UTI (unidade de terapia intensiva) móvel, bem como à execução de obras de reforma do hospital.

Dirty Pix prende três em Sidrolândia

O Gaeco e o Gecoc prenderam na quarta-feira (7) o diretor-presidente do hospital, Jacob Breure, a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o ex-assessor político Júlio César Alves da Silva.

As investigações revelaram supostos desvios de R$ 18 milhões de verbas públicas destinadas à aquisição de equipamentos, materiais hospitalares e de UTI (unidade de terapia intensiva) móvel, bem como à execução de obras de reforma do hospital.

As equipes também cumpriram 25 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. Um deles é no escritório da contadora Rosângela Zanetti Martins Freitas, gestora de contrato do hospital.

O Gecoc apurou que os recursos desviados eram distribuídos em movimentações financeiras para agentes públicos e intermediários. O grupo também agia para tentar obstruir as investigações em curso.

Presidente do hospital municipal de Sidrolândia, Jacob ‘dá joinha’ a jornalistas ao ser preso. (Rodrigo Santos, Jornal Midiamax)

À reportagem, o advogado Wellison Muchiutti Hernandes, que representa Jacob, declarou que seu cliente está “à disposição para colaborar com o que for necessário”.

O advogado Higor Carvalho Florêncio, que representa Júlio César, limitou-se a dizer que o processo tramita em sigilo, por isso não pode dar informações, e que ainda não teve acesso aos autos da nova fase, os quais culminaram na prisão de seu cliente.

O Jornal Midiamax também buscou posicionamento da Polícia Civil e aguarda retorno.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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